Existência em tufão emocional.
Que seja digna a visão
E o valor de cada inconsciente,
Insensata e dilacerada emoção.
De toda alegria, de todo sorriso
De todo suspiro ansioso.
De toda fúria não contida
E toda agonia sussurrante.
De todo ridículo olhar apaixonado
E toda miséria da solidão.
De todo sangue derramado
De toda vida, toda emoção.
De toda emoção
Prefiro a dor.
Pois esta é sincera
É profunda e constante.
É lívida e opta
Entre o racional e o irracional.
É transitória e permanente
É trágica e prazerosa.
É a mais relevante emoção
Pois esta é a única
Que comprova em sua profundidade
A existência do viver e do morrer.
A dor é a única medida
Relacionada ao sentimento.
É a essência humana
Que modifica o viver em seu extremo.
A emoção mais poderosa
O amargo de existir
A antítese do desejo obstinado
Que a humanidade tanto procura.
É o valor da alegria.
Pois sem dor agonizante
Não existe margem ou sentido
Para que exista felicidade.
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dor. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Solução de Sentimentos Crueis
A verdade é que estou exausto
Minha garganta agoniza
Meu coração está apertado
E a angústia toma conta de meu corpo.
Nas noites sombrias que em claro passei
Em pensamentos tortuosos e memórias perdidas
Memórias de fatos em lugares e objetos
Como meu quarto, minha cama.
Meu corpo exausto e inquieto exala distração
Minha garganta cerrada me dá a sensação de afogamento
Minha mente segue múltiplos raciocínios
Curtos e incompletos.
Por que de repente se tornou tão difícil respirar?
Meus pulmões que falham?
Ou o ar que esta pesado?
Apenas sei que meus pulmões estão cheios de agonia.
Minha cabeça parece girar
Em uma náusea inquieta
Minha visão se distorce e sai de foco
Memórias me torturam.
Meu peito parece estar perfurado
Uma lâmina parece estar alojada
Compondo uma sensação de hemorragia
Em um pungir de sensações emocionais e físicas.
Meu corpo agoniza junto de meu coração
Minha mente confusa distorce a realidade
Uma síntese de sensações e sentimentos
Vorazes, impetuosos e torturantes.
Uma solução de agonias inquietas
Como se meus músculos contraíssem a cada segundo
Como se cada molécula de oxigênio
Fosse composta por agulhas ocas.
Meu corpo não exala mais nada além de dor
E este texto é apenas a tentativa de descrevê-la
Tamanha síntese de agonias
Solução de sentimentos cruéis.
Minha garganta agoniza
Meu coração está apertado
E a angústia toma conta de meu corpo.
Nas noites sombrias que em claro passei
Em pensamentos tortuosos e memórias perdidas
Memórias de fatos em lugares e objetos
Como meu quarto, minha cama.
Meu corpo exausto e inquieto exala distração
Minha garganta cerrada me dá a sensação de afogamento
Minha mente segue múltiplos raciocínios
Curtos e incompletos.
Por que de repente se tornou tão difícil respirar?
Meus pulmões que falham?
Ou o ar que esta pesado?
Apenas sei que meus pulmões estão cheios de agonia.
Minha cabeça parece girar
Em uma náusea inquieta
Minha visão se distorce e sai de foco
Memórias me torturam.
Meu peito parece estar perfurado
Uma lâmina parece estar alojada
Compondo uma sensação de hemorragia
Em um pungir de sensações emocionais e físicas.
Meu corpo agoniza junto de meu coração
Minha mente confusa distorce a realidade
Uma síntese de sensações e sentimentos
Vorazes, impetuosos e torturantes.
Uma solução de agonias inquietas
Como se meus músculos contraíssem a cada segundo
Como se cada molécula de oxigênio
Fosse composta por agulhas ocas.
Meu corpo não exala mais nada além de dor
E este texto é apenas a tentativa de descrevê-la
Tamanha síntese de agonias
Solução de sentimentos cruéis.
Qualificações:
agonia,
dor,
melancolia,
memória,
poesia,
sofrimento
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A doença do patético
O patetismo de meus atos
Não me envergonha nem me humilha
Sou apenas um patético romântico
Em busca de uma cura ou uma anestesia
De minha insalubre e melancólica existência.
Românticos são patéticos,
Pois sentimentos também são.
Pois estar vulnerável a desilusão e decepção
É simplesmente patético.
Mas a pateticidade é humana
Pois só os patéticos vulneráveis
Que provaram do azedume da dor
Podem ser vítimas da alegria.
Sou apenas uma vítima impulsiva
Uma alma torturada
Uma criatura ridícula e vencida
Diante de um jogo sentimental.
Pois o preço da alegria
É a trágica tristeza
E a infelicidade se torna tangível
A felicidade se torna utopia.
A dor e o sofrimento são apenas constantes
Alegria é apenas uma droga rara
Um entorpecente caro
Uma morfina.
E o preço de tal anestesia
É o sangue derramado
Das veias laceradas
Da dor do patético.
A cura é apenas uma utopia
Somos apenas vítimas
Da patologia quase extinta
Da doença do patético.
Não me envergonha nem me humilha
Sou apenas um patético romântico
Em busca de uma cura ou uma anestesia
De minha insalubre e melancólica existência.
Românticos são patéticos,
Pois sentimentos também são.
Pois estar vulnerável a desilusão e decepção
É simplesmente patético.
Mas a pateticidade é humana
Pois só os patéticos vulneráveis
Que provaram do azedume da dor
Podem ser vítimas da alegria.
Sou apenas uma vítima impulsiva
Uma alma torturada
Uma criatura ridícula e vencida
Diante de um jogo sentimental.
Pois o preço da alegria
É a trágica tristeza
E a infelicidade se torna tangível
A felicidade se torna utopia.
A dor e o sofrimento são apenas constantes
Alegria é apenas uma droga rara
Um entorpecente caro
Uma morfina.
E o preço de tal anestesia
É o sangue derramado
Das veias laceradas
Da dor do patético.
A cura é apenas uma utopia
Somos apenas vítimas
Da patologia quase extinta
Da doença do patético.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Paz
As bestas atordoantes que dilaceraram meu ser
Hoje dormem absortas, em meu interno agoniado
Como se uma paz insólita fosse decretada
Como um minúsculo intervalo no homúnculo que sou.
Paz insólita, repressiva, depressiva
A paz em si não satisfaz a nenhum ser
Uma dinâmica é necessária
Para manter a sensação viva.
O conflito é necessário, simplório que for
A ausência do mesmo expõe as cicatrizes e feridas
A paz e o vazio caminham de mãos dadas em agonia
O conflito necessário, saudosa anestesia.
Hoje dormem absortas, em meu interno agoniado
Como se uma paz insólita fosse decretada
Como um minúsculo intervalo no homúnculo que sou.
Paz insólita, repressiva, depressiva
A paz em si não satisfaz a nenhum ser
Uma dinâmica é necessária
Para manter a sensação viva.
O conflito é necessário, simplório que for
A ausência do mesmo expõe as cicatrizes e feridas
A paz e o vazio caminham de mãos dadas em agonia
O conflito necessário, saudosa anestesia.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Dor
Eu queria concentrar
Toda minha complexa dor
Em uma simples solução
Para ser inalada, bebida
Para ser a bebida dos melancólicos.
Dor que dissolve ilusões
Que esvai esperanças
Que me joga sem freios
Contra o muro da realidade.
Dor cotidiana, mundana
Que me faz poeta sofredor.
E por ser, poeta dilacerado
Vítima de minhas vontades e pecados
Ser quem eu quiser na poesia.
Dor subversiva, debaixo dos panos
Do que está na aparência, na superfície
Que motiva e desmotiva minha motivação
Que cria as personagens de minha
Realidade fragmentada
Dor minha, preciosa
Como um solene carrasco
Ao decapitar minha lucidez
Para que minha visão poética
Não seja prejudicada.
Dor longínqua, do passado em sua plenitude
Do presente em sua solitude
Forjando a ausência
Da ilusão de um futuro cândido.
Dor impura, sinestesia de sentidos
De tato agonizante
De paladar amargo
De visão depreciativa
De audição atordoante
De faro ácido e nauseante.
Dor que punge meu ser
Minha sublime queda
Dor de tantas faces
Miseráveis e epifânicas.
Já não existe definição
Existe um gosto pela miséria
Gosto fino e incompreensível
Deleite de um gosto divino.
Toda minha complexa dor
Em uma simples solução
Para ser inalada, bebida
Para ser a bebida dos melancólicos.
Dor que dissolve ilusões
Que esvai esperanças
Que me joga sem freios
Contra o muro da realidade.
Dor cotidiana, mundana
Que me faz poeta sofredor.
E por ser, poeta dilacerado
Vítima de minhas vontades e pecados
Ser quem eu quiser na poesia.
Dor subversiva, debaixo dos panos
Do que está na aparência, na superfície
Que motiva e desmotiva minha motivação
Que cria as personagens de minha
Realidade fragmentada
Dor minha, preciosa
Como um solene carrasco
Ao decapitar minha lucidez
Para que minha visão poética
Não seja prejudicada.
Dor longínqua, do passado em sua plenitude
Do presente em sua solitude
Forjando a ausência
Da ilusão de um futuro cândido.
Dor impura, sinestesia de sentidos
De tato agonizante
De paladar amargo
De visão depreciativa
De audição atordoante
De faro ácido e nauseante.
Dor que punge meu ser
Minha sublime queda
Dor de tantas faces
Miseráveis e epifânicas.
Já não existe definição
Existe um gosto pela miséria
Gosto fino e incompreensível
Deleite de um gosto divino.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Anestesia
Sinto meu corpo adormecer
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Defeitos
Gostaria de dizer
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Qualificações:
desilusão,
dor,
ilusão,
pessimismo,
poesia
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Libertação
Quantas vezes por dia
Eu considero a idéia
De tirar a própria vida
Sem prazer
Esperando a próxima dose
As próximas ilusões
Nada a fazer
Quantos pensamentos fluem
Quanto sangue escorre
Sem haver
Esperança e harmonia
Caótica fisionomia
De meu ser
Devaneios que surgem
Em meu deturpado pensamento
De morte
O vazio que me consome
Transmuta-se na infame forma
De consorte
Grita-me, dilacera-me
Por favor, faça isso
Por mim
Estou exaurido
De abafar o grito
Dentro de si
Por um fim na glória
De um anonimato sem memória
Que sou
Despeço-me desse infortúnio
Lamento o caos incompreensível
“Me vou”
[24/09/2009]
Eu considero a idéia
De tirar a própria vida
Sem prazer
Esperando a próxima dose
As próximas ilusões
Nada a fazer
Quantos pensamentos fluem
Quanto sangue escorre
Sem haver
Esperança e harmonia
Caótica fisionomia
De meu ser
Devaneios que surgem
Em meu deturpado pensamento
De morte
O vazio que me consome
Transmuta-se na infame forma
De consorte
Grita-me, dilacera-me
Por favor, faça isso
Por mim
Estou exaurido
De abafar o grito
Dentro de si
Por um fim na glória
De um anonimato sem memória
Que sou
Despeço-me desse infortúnio
Lamento o caos incompreensível
“Me vou”
[24/09/2009]
Qualificações:
ansiedade,
decadencia,
dor,
exaustão,
poesia
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Doenças
Muitas circunstâncias o importunavam naquela manhã. Sensações ruins, exaustão, doenças que já se acostumara. Doenças que o perseguiram por toda sua mera bucólica vida. Dês das doenças mais comuns, como suas alergias, tosses, irritações, dores corporais, -conseqüências de sua vida boêmia- até seus transtornos mais profundos, que variavam de sua simples insônia, até suas insanidades mentais.
Doenças, meras doenças que o perseguiam, às vezes até agradáveis, como sua insônia, que o mantinha acordado de noites à manhãs, lendo, escrevendo, e vivendo experiências noturnas, as vezes, com sorte, até febris.
Eram tão inconvenientes como sua própria sombra, quando as perseguia, elas se afastavam, quando fugia, elas o perseguiam.
Era um pequeno e divertido jogo que o afastava do tédio.
Seus transtornos que tanto apreciava, dês da instabilidade de sua bipolaridade, que muito agradável, mesmo em histeria inconseqüente, mesmo em melancolia suicida, até as paranóias que o faziam delirar em hipóteses tão absurdas, as quais adorava retratar em suas obras.
Havia também seus transtornos emocionais, diferente de suas confusões mentais, não eram diversão, -não deixando de ser prazer- mas sim uma responsabilidade, uma sina, um bom motivo para se manter vivo nesse caos que era sua existência.
Suas melancolias melodramáticas que eram seus amores platônicos; sua necessidade de gestos sutis, que eram sua carência; seu pensamento profundo nas mais soturnas noites, que eram sua solidão; a intensidade, os gestos atenciosos e a atenção que eram seus romances -que maioria das vezes, duravam apenas uma noite, infelizmente-
Um cotidiano intenso, cheio de alegorias, melancolias, e diversidades. Alguns chegavam a considerar a hipótese de que este tinha múltiplas personalidades. Hipótese mais insana que a personagem a qual retrato aqui. Não era composto de várias personalidades, mas sim de várias personagens!
Um cotidiano intenso, nem sempre no bom sentido da palavra. Pois sua intensidade variava de uma intensidade fria, praticamente sólida, uma intensidade tépida, quase justa e equilibrada, e uma intensidade febril, na qual todas situações eram possibilidades, e todas idéias fluíam em velocidade imperceptível.
Era exaustivo variar tanto sua condição comum. Uma vida que não escolhera, e que por mais que gostasse em um deleite um tanto bizarro, era desgastante. Existiam os momentos que esta infame personagem apenas desejava um pouco de harmonia -algo que, para este, era uma utopia- em seu tão instável cotidiano. Nestes momentos de exaustão -tanto emocional, quanto mental, quanto física, diante de seus hábitos desgastantes- chegava, por poucos momentos, a se tornar inerte.
Chegava a ser desumano o desrespeito que tinha por seu corpo. Era praticamente um masoquista a torturar a si mesmo com suas próprias ferramentas de auto-flagelação. E por mais infame que fosse sua situação, até seu desgaste, em todas as formas possíveis, eram prazeres. Era, de fato, um masoquista.
Provável que este personagem forjasse suas doenças, seus transtornos, seus hábitos desgastantes e suas sinas emocionais com o propósito de se exaurir, ou talvez de apenas tentar ocupar todos minutos que o relógio o disponibilizava. Fuga, talvez. Mas do que este ser estava tanto a fugir?
Algo mais profundo do que todas suas forjas e circunstâncias não fora citado ainda. Mais soturno e miserável que o deleitar de suas situações de prazer comum, ou de seu prazer bizarro -pois para este, tanto a dor quanto o prazer comum, eram ambas situações para se deleitar- era o único sentimento que, de fato, o pungia. Aliás, não um sentimento, ou um transtorno, ou doença, ou decadência que fosse, mas sim a ausência de tudo isso.
Fuga, sim, provavelmente. Pois a única situação que o pungia, de forma tão cruel, a qual evitava ocupando seu tempo com produção artística, noites ébrias e obrigações ocasionais -inutilmente-, sempre se deparava com seu maior medo, sua maior agonia. O vazio.
Seu maior medo, sua maior agonia, sua tortura sem prazer. O vazio
Conflitava com este inevitável, inquestionável e incompreensível inimigo cotidianamente. Terrível tortura para este pobre ser. Era irrelevante ocupar seu tempo se entretendo com seus conflitos emocionais, produzindo suas tão prezadas obras, convivendo em sua sociedade hipócrita, se afastando da realidade em sua boemia decadente, pois sempre se deparava com o tão cruel conflito que era o de enfrentar o vazio dentro de si.
Um medo irracional talvez. Mais um motivo para ser chamado de louco por todos aqueles que não compreendiam sua insólita lucidez -ou seja, todos, de fato-Mas era inevitável entrar em conflito com este espectro negro em seu ser. Esta doença mor que se alimentava de seus muitos vícios e poucas virtudes.
Um parasita, que subtraía de si, um pouco de sua humanidade, diariamente. Um processo que o tornava cada vez mais atroz. Situação que somente viria a cessar no momento de sua libertação final.
Mas era, de forma realmente macabra, interessante fazer parte deste logo, pois, de fato, não era uma realidade tediosa.
Doenças, meras doenças que o perseguiam, às vezes até agradáveis, como sua insônia, que o mantinha acordado de noites à manhãs, lendo, escrevendo, e vivendo experiências noturnas, as vezes, com sorte, até febris.
Eram tão inconvenientes como sua própria sombra, quando as perseguia, elas se afastavam, quando fugia, elas o perseguiam.
Era um pequeno e divertido jogo que o afastava do tédio.
Seus transtornos que tanto apreciava, dês da instabilidade de sua bipolaridade, que muito agradável, mesmo em histeria inconseqüente, mesmo em melancolia suicida, até as paranóias que o faziam delirar em hipóteses tão absurdas, as quais adorava retratar em suas obras.
Havia também seus transtornos emocionais, diferente de suas confusões mentais, não eram diversão, -não deixando de ser prazer- mas sim uma responsabilidade, uma sina, um bom motivo para se manter vivo nesse caos que era sua existência.
Suas melancolias melodramáticas que eram seus amores platônicos; sua necessidade de gestos sutis, que eram sua carência; seu pensamento profundo nas mais soturnas noites, que eram sua solidão; a intensidade, os gestos atenciosos e a atenção que eram seus romances -que maioria das vezes, duravam apenas uma noite, infelizmente-
Um cotidiano intenso, cheio de alegorias, melancolias, e diversidades. Alguns chegavam a considerar a hipótese de que este tinha múltiplas personalidades. Hipótese mais insana que a personagem a qual retrato aqui. Não era composto de várias personalidades, mas sim de várias personagens!
Um cotidiano intenso, nem sempre no bom sentido da palavra. Pois sua intensidade variava de uma intensidade fria, praticamente sólida, uma intensidade tépida, quase justa e equilibrada, e uma intensidade febril, na qual todas situações eram possibilidades, e todas idéias fluíam em velocidade imperceptível.
Era exaustivo variar tanto sua condição comum. Uma vida que não escolhera, e que por mais que gostasse em um deleite um tanto bizarro, era desgastante. Existiam os momentos que esta infame personagem apenas desejava um pouco de harmonia -algo que, para este, era uma utopia- em seu tão instável cotidiano. Nestes momentos de exaustão -tanto emocional, quanto mental, quanto física, diante de seus hábitos desgastantes- chegava, por poucos momentos, a se tornar inerte.
Chegava a ser desumano o desrespeito que tinha por seu corpo. Era praticamente um masoquista a torturar a si mesmo com suas próprias ferramentas de auto-flagelação. E por mais infame que fosse sua situação, até seu desgaste, em todas as formas possíveis, eram prazeres. Era, de fato, um masoquista.
Provável que este personagem forjasse suas doenças, seus transtornos, seus hábitos desgastantes e suas sinas emocionais com o propósito de se exaurir, ou talvez de apenas tentar ocupar todos minutos que o relógio o disponibilizava. Fuga, talvez. Mas do que este ser estava tanto a fugir?
Algo mais profundo do que todas suas forjas e circunstâncias não fora citado ainda. Mais soturno e miserável que o deleitar de suas situações de prazer comum, ou de seu prazer bizarro -pois para este, tanto a dor quanto o prazer comum, eram ambas situações para se deleitar- era o único sentimento que, de fato, o pungia. Aliás, não um sentimento, ou um transtorno, ou doença, ou decadência que fosse, mas sim a ausência de tudo isso.
Fuga, sim, provavelmente. Pois a única situação que o pungia, de forma tão cruel, a qual evitava ocupando seu tempo com produção artística, noites ébrias e obrigações ocasionais -inutilmente-, sempre se deparava com seu maior medo, sua maior agonia. O vazio.
Seu maior medo, sua maior agonia, sua tortura sem prazer. O vazio
Conflitava com este inevitável, inquestionável e incompreensível inimigo cotidianamente. Terrível tortura para este pobre ser. Era irrelevante ocupar seu tempo se entretendo com seus conflitos emocionais, produzindo suas tão prezadas obras, convivendo em sua sociedade hipócrita, se afastando da realidade em sua boemia decadente, pois sempre se deparava com o tão cruel conflito que era o de enfrentar o vazio dentro de si.
Um medo irracional talvez. Mais um motivo para ser chamado de louco por todos aqueles que não compreendiam sua insólita lucidez -ou seja, todos, de fato-Mas era inevitável entrar em conflito com este espectro negro em seu ser. Esta doença mor que se alimentava de seus muitos vícios e poucas virtudes.
Um parasita, que subtraía de si, um pouco de sua humanidade, diariamente. Um processo que o tornava cada vez mais atroz. Situação que somente viria a cessar no momento de sua libertação final.
Mas era, de forma realmente macabra, interessante fazer parte deste logo, pois, de fato, não era uma realidade tediosa.
O conflito diante do romance incompreensível
E depois de muitas noites mal dormidas. De dias pensando na mesma pessoa, que me enfeitiçara com tamanha eficácia a ponto de me fazer deixar de pensar em situações alheias, fatos cotidianos, argumentos, filosofias...
Enfeitiçara-me a ponto de excluir de minha mente todos os conhecimentos de adquirira através de minha experiência de infame vivencia miserável.
Surgiu motivação, esperança por este romance, pois todo início de romance sempre traz aquela sensação insólita de alegria débil, de sorrisos espontâneos e olhares em devaneio. Surgiu esperança de completar o vazio que se manteve a me consumir num ato voraz e vil.
Falsa esperança eu diria. Tão comum falsa esperança, da qual todos um dia já provaram.
A falsa esperança de encontrar em algum ser alheio a solução de suas mágoas. O preencher da lacuna tediosa e voraz de seu tragicômico cotidiano.
Tudo que o ser humano procura. Completar a si mesmo. Plenitude. O ato mais imbecil que o ser humano pode cometer, e comete,
é o de ter a falsa esperança de encontrar em outro ser humano (tão vazio quanto este mesmo) o preencher desta tão lúgubre circunstância comum.
Estava a vivenciar, novamente, esta falsa esperança, mas de uma forma diferente. Esta pessoa conseguira tirar todo conhecimento, toda a auto-preservação de sua mente. Tornou-se um sentimento desesperado e, logo, uma gafe.
A sensibilidade do ser diante desta situação incomum, portanto desesperadora, realmente preenchera este vazio, mas não da forma tão plena que se deseja. Apenas substituíra o sofrimento do vazio pelo sofrimento de um amor platônico.
Por tamanho desespero que sofrera por causa deste sentimento em sua intensidade toda, não conseguia preservar a si próprio, nem respeitar a si próprio, e muito menos pensar em si próprio.
E por estas circunstâncias, fora tomado, completamente, pelo sentimento constrangedor da insegurança. Por insegurança, que resultou em sua falta de atitude, em seu nervosismo, e por fim, em seu trágico sofrimento. Esta a justificativa do sofrimento de um amor platônico: a insegurança, que resulta na falta de atitude, e assim na impossibilidade de vivenciar tal sentimento, já que impossível declará-lo.
Mantive-me em sofrimento, por horas, dias, semanas... A terrível sensação de inaptidão me fizera pensar na incapabilidade, considerando os argumentos internos e externos diante dessa situação emocional masoquista.
O sofrimento agoniado, e sem possibilidade de mudança. Tão terrível sombra diante de teu ser, que o impedia de dormir ou acordar, que o impedia de pensar, que o fizera chorar por este tão vasto período cruel.
Era praticamente atroz sofrer desta forma. Porém, preferia sofrer agoniadamente, sem sua segurança, sem voz, por este romance de uma só parte, do que sofrer pelo vazio, que o consumira aos poucos durante os anos, subtraindo cada vez mais seu precioso sentimento de si.
Aceitava ser o romântico que era, e apreciava muito o sentimento que é amar. Até como a maior dor que um triste ser obtém através do mesmo.
Dilacerando a si mesmo, lenta e dolorosamente. Não havia outro pensamento em sua tão cega mente.
Mantinha sonhos, lembranças sobre esse amor. Fechava os olhos, e podia vê-la tão claramente a ponto de considerar a possibilidade de tocá-la.
Sonhos e lembranças que o pungiam ainda mais, de forma ainda mais cruel.
Tudo relacionado a romance passou a torturá-lo. A imagem de um casal o fazia pensar na possibilidade de estar acompanhado por sua amada, e, logo, o fazia lembrar a impossibilidade e da realidade que vivia.
Escrevia poesias, prosas, crônicas, pensamentos, sonetos, todos sobre este romance. Todo seu conhecimento literário, toda sua produção artística se voltara a ela.
Perdia-se em si mesmo, conflitando sua (agora tão prejudicada) racionalidade com sua sensibilidade. Estava atordoado, confuso, ausente. Seus sonhos tomaram conta de seu pensamento, suas fantasias substituíram suas teorias, e seu obsessivo romance substituía sua filosofia.
O preencher de seu vazio o pungia. O vazio em si, também o dilacerava. Não encontrara solução alguma para nada, já não conseguia pensar.
Tornara-se atroz, um animal romântico incapaz de raciocinar.
Essa metamorfose acontecia dentro de si imperceptivelmente.
Certa manhã, já desumanizado, sofreu uma overdose deste sentimento.
Desumanizado, desanimalizado, convertera-se em nada.
Um objeto inerte a toda situação que vivera interna e externamente.
Um corpo sem mente, desalmado, frio e sem vida.
Manteve-se desta forma por alguns minutos e logo regressou a si.
Voltou a ser, realmente. Pensava com normalidade, suas filosofias jogavam em sua face o quanto se tornou ocioso.
Não sentia mais a intensidade romântica que sentira, porém não deixara de ser um romântico.
Assim como a intensidade, a insegurança também evanesceu subitamente. Porém, não deixou de amar, apenas deixou de ser o masoquista que era antes.
Estranhamente, o vazio também não estava presente nesse momento de epifania.
Encontrara o equilíbrio de si mesmo, depois de tantas descargas emocionais, tantas lágrimas desesperadas, encontrara seu eixo.
E somente neste momento de epifania, soube que ainda poderia seguir em frente e lutar pelo que sentia. Pois agora havia segurança em si, e somente agora deixaria de conflitar consigo mesmo, e passaria a conflitar com o externo de sua infame vivência ao invés de conflitar consigo mesmo.
Compreendera o significado de "completo". Compreendeu, novamente, que somente ele mesmo poderia completar a si.
Porém, não deixara de ser o romântico que é, muito menos deixara de amar, ainda esta mesma pessoa.
E seguiu em frente, sem se importar com o sucesso ou com o fracasso.
Enfeitiçara-me a ponto de excluir de minha mente todos os conhecimentos de adquirira através de minha experiência de infame vivencia miserável.
Surgiu motivação, esperança por este romance, pois todo início de romance sempre traz aquela sensação insólita de alegria débil, de sorrisos espontâneos e olhares em devaneio. Surgiu esperança de completar o vazio que se manteve a me consumir num ato voraz e vil.
Falsa esperança eu diria. Tão comum falsa esperança, da qual todos um dia já provaram.
A falsa esperança de encontrar em algum ser alheio a solução de suas mágoas. O preencher da lacuna tediosa e voraz de seu tragicômico cotidiano.
Tudo que o ser humano procura. Completar a si mesmo. Plenitude. O ato mais imbecil que o ser humano pode cometer, e comete,
é o de ter a falsa esperança de encontrar em outro ser humano (tão vazio quanto este mesmo) o preencher desta tão lúgubre circunstância comum.
Estava a vivenciar, novamente, esta falsa esperança, mas de uma forma diferente. Esta pessoa conseguira tirar todo conhecimento, toda a auto-preservação de sua mente. Tornou-se um sentimento desesperado e, logo, uma gafe.
A sensibilidade do ser diante desta situação incomum, portanto desesperadora, realmente preenchera este vazio, mas não da forma tão plena que se deseja. Apenas substituíra o sofrimento do vazio pelo sofrimento de um amor platônico.
Por tamanho desespero que sofrera por causa deste sentimento em sua intensidade toda, não conseguia preservar a si próprio, nem respeitar a si próprio, e muito menos pensar em si próprio.
E por estas circunstâncias, fora tomado, completamente, pelo sentimento constrangedor da insegurança. Por insegurança, que resultou em sua falta de atitude, em seu nervosismo, e por fim, em seu trágico sofrimento. Esta a justificativa do sofrimento de um amor platônico: a insegurança, que resulta na falta de atitude, e assim na impossibilidade de vivenciar tal sentimento, já que impossível declará-lo.
Mantive-me em sofrimento, por horas, dias, semanas... A terrível sensação de inaptidão me fizera pensar na incapabilidade, considerando os argumentos internos e externos diante dessa situação emocional masoquista.
O sofrimento agoniado, e sem possibilidade de mudança. Tão terrível sombra diante de teu ser, que o impedia de dormir ou acordar, que o impedia de pensar, que o fizera chorar por este tão vasto período cruel.
Era praticamente atroz sofrer desta forma. Porém, preferia sofrer agoniadamente, sem sua segurança, sem voz, por este romance de uma só parte, do que sofrer pelo vazio, que o consumira aos poucos durante os anos, subtraindo cada vez mais seu precioso sentimento de si.
Aceitava ser o romântico que era, e apreciava muito o sentimento que é amar. Até como a maior dor que um triste ser obtém através do mesmo.
Dilacerando a si mesmo, lenta e dolorosamente. Não havia outro pensamento em sua tão cega mente.
Mantinha sonhos, lembranças sobre esse amor. Fechava os olhos, e podia vê-la tão claramente a ponto de considerar a possibilidade de tocá-la.
Sonhos e lembranças que o pungiam ainda mais, de forma ainda mais cruel.
Tudo relacionado a romance passou a torturá-lo. A imagem de um casal o fazia pensar na possibilidade de estar acompanhado por sua amada, e, logo, o fazia lembrar a impossibilidade e da realidade que vivia.
Escrevia poesias, prosas, crônicas, pensamentos, sonetos, todos sobre este romance. Todo seu conhecimento literário, toda sua produção artística se voltara a ela.
Perdia-se em si mesmo, conflitando sua (agora tão prejudicada) racionalidade com sua sensibilidade. Estava atordoado, confuso, ausente. Seus sonhos tomaram conta de seu pensamento, suas fantasias substituíram suas teorias, e seu obsessivo romance substituía sua filosofia.
O preencher de seu vazio o pungia. O vazio em si, também o dilacerava. Não encontrara solução alguma para nada, já não conseguia pensar.
Tornara-se atroz, um animal romântico incapaz de raciocinar.
Essa metamorfose acontecia dentro de si imperceptivelmente.
Certa manhã, já desumanizado, sofreu uma overdose deste sentimento.
Desumanizado, desanimalizado, convertera-se em nada.
Um objeto inerte a toda situação que vivera interna e externamente.
Um corpo sem mente, desalmado, frio e sem vida.
Manteve-se desta forma por alguns minutos e logo regressou a si.
Voltou a ser, realmente. Pensava com normalidade, suas filosofias jogavam em sua face o quanto se tornou ocioso.
Não sentia mais a intensidade romântica que sentira, porém não deixara de ser um romântico.
Assim como a intensidade, a insegurança também evanesceu subitamente. Porém, não deixou de amar, apenas deixou de ser o masoquista que era antes.
Estranhamente, o vazio também não estava presente nesse momento de epifania.
Encontrara o equilíbrio de si mesmo, depois de tantas descargas emocionais, tantas lágrimas desesperadas, encontrara seu eixo.
E somente neste momento de epifania, soube que ainda poderia seguir em frente e lutar pelo que sentia. Pois agora havia segurança em si, e somente agora deixaria de conflitar consigo mesmo, e passaria a conflitar com o externo de sua infame vivência ao invés de conflitar consigo mesmo.
Compreendera o significado de "completo". Compreendeu, novamente, que somente ele mesmo poderia completar a si.
Porém, não deixara de ser o romântico que é, muito menos deixara de amar, ainda esta mesma pessoa.
E seguiu em frente, sem se importar com o sucesso ou com o fracasso.
Qualificações:
amor platônico,
ansiedade,
crônica,
desilusão,
dor,
motivações,
romance
O Pungir de minha alma
Imponho sobre mim minha cólera interna,
Expondo todo sentimento vil e atroz.
A dor que punge minha alma deserta.
O açoitar de meu corpo em minha agoniada voz.
A macabra violência cruel e voraz,
A destruir o ser em desesperada inconseqüência.
O ato indisciplinado de dilacerar a paz,
Construindo o desumano sentimento de decadência.
E emprego em mim, agonia caótica
E disperso inconscientemente, dor exótica,
Da qual nenhum ser possui conhecimento.
O rasgar de minha alma, pútrida e miserável
O definhar de minha carne, em escarlate impensável
Por um solene incontestável sentimento.
Expondo todo sentimento vil e atroz.
A dor que punge minha alma deserta.
O açoitar de meu corpo em minha agoniada voz.
A macabra violência cruel e voraz,
A destruir o ser em desesperada inconseqüência.
O ato indisciplinado de dilacerar a paz,
Construindo o desumano sentimento de decadência.
E emprego em mim, agonia caótica
E disperso inconscientemente, dor exótica,
Da qual nenhum ser possui conhecimento.
O rasgar de minha alma, pútrida e miserável
O definhar de minha carne, em escarlate impensável
Por um solene incontestável sentimento.
Qualificações:
crítica social,
dor,
macabro,
soneto
domingo, 19 de abril de 2009
Expressar é o Vício dos artistas.
Eu sou um suicída,
sou um masoquista,
uma alma perdida,
vivendo uma vida restrita.
Minha frustração,
minha infâmia,
me dão o desejo de me expressar,
me dão o dom de criar arte instantânea.
Fecho a porta de meu quarto abro as janelas para a inspiração entrar,
para que eu possa me declarar,
para que eu possa ser o que quiser,
estar aonde quiser,
viver o que quiser,
dizer o que quiser,
e fazer por gostar.
Deito em minha cama,
me cubro com meus cobertores,
mas não para dormir,
mas para pensar sobre o que sinto,
expressar minhas dores.
A noite fria é a perfeita inspiração
para questionar o que se sabe,
e não viver em vão.
Não durmo,
Não descanso,
Não sonho,
Apenas escrevo.
sou um masoquista,
uma alma perdida,
vivendo uma vida restrita.
Minha frustração,
minha infâmia,
me dão o desejo de me expressar,
me dão o dom de criar arte instantânea.
Fecho a porta de meu quarto abro as janelas para a inspiração entrar,
para que eu possa me declarar,
para que eu possa ser o que quiser,
estar aonde quiser,
viver o que quiser,
dizer o que quiser,
e fazer por gostar.
Deito em minha cama,
me cubro com meus cobertores,
mas não para dormir,
mas para pensar sobre o que sinto,
expressar minhas dores.
A noite fria é a perfeita inspiração
para questionar o que se sabe,
e não viver em vão.
Não durmo,
Não descanso,
Não sonho,
Apenas escrevo.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Depressão Pós-Suicídio
Eu passo todas as noites em claro,
já não consigo dormir de acordo com o relógio.
Já não consigo me render a tres malditos ponteiros.
O descanso não vem, o descanso não acontece mais.
Como se o dormir durasse apenas alguns segundos, sem valor.
Não faz sentido se manter desacordado durante horas,
isso não me satisfaz.
Já não sonho mais, já não acordo mais,
o mundo se tornou escuro e sem sentido.
As ultimas noites foram ótimas,
cheias de ilusões, cheias de insanidade, realmente necessárias.
Eu gostaria de não precisar parar,
mas isso não é possível.
É um infortúnio ter limítes.
Estou decaindo aos poucos.
Minha mente já não pensa,
meu corpo já não cansa,
meu coração não sente,
minha alma descansa.
Cada vez mais sinto a degeneração profunda de tudo isso.
Estou destruindo a mim mesmo.
E isso é tão bom.
Já não me sinto patético
porque já não me importo mais.
É tudo vazio, ninguém realmente existe.
Não há com quem contar, nem em quem pensar.
Não faz sentido.
Vivemos uma grande ilusão, uma grande farsa.
Somos alma corrompidas perdidas num mundo cruel cheio de
desgraça.
Não faz sentido confiar,
Não faz sentido conversar,
Não faz sentido sentir,
Não faz sentido agir.
Vivemos uma hipocrisia na qual acreditamos que estamos bem
ao lado de pessoas que amamos quando na verdade estamos
nada mais nada menos do que sozinhos, como todos seres humanos.
Somos egoistas, e não faz diferença acreditar em alguém.
Somos seres pútridos da mais profunda escuridão.
Somos seres desauridos e amaldiçoados por pensar.
Somos a escória predadora de um mundo em chamas.
Não existe definição melhor para o ser humano.
É possível encontrar beleza dentro destes seres desalmados e
perdidos... como é possível encontrar beleza em tudo.
O conforto vem de cada um, assim como a consideração, o gosto
e todas condições únicas...
É tudo uma questão escolha, pois no fim de tudo, tudo passa.
Tudo acaba.
Tudo se perde.
Tudo se esquece, por mais cruel que seja.
Somos memórias perdidas.
Somos passado que não volta, presente que não satisfaz e
futuro que não existe.
Somos... não...
Não somos.
Não mais.
Já não consigo me render a tres malditos ponteiros.
O descanso não vem, o descanso não acontece mais.
Como se o dormir durasse apenas alguns segundos, sem valor.
Não faz sentido se manter desacordado durante horas,
isso não me satisfaz.
Já não sonho mais, já não acordo mais,
o mundo se tornou escuro e sem sentido.
As ultimas noites foram ótimas,
cheias de ilusões, cheias de insanidade, realmente necessárias.
Eu gostaria de não precisar parar,
mas isso não é possível.
É um infortúnio ter limítes.
Estou decaindo aos poucos.
Minha mente já não pensa,
meu corpo já não cansa,
meu coração não sente,
minha alma descansa.
Cada vez mais sinto a degeneração profunda de tudo isso.
Estou destruindo a mim mesmo.
E isso é tão bom.
Já não me sinto patético
porque já não me importo mais.
É tudo vazio, ninguém realmente existe.
Não há com quem contar, nem em quem pensar.
Não faz sentido.
Vivemos uma grande ilusão, uma grande farsa.
Somos alma corrompidas perdidas num mundo cruel cheio de
desgraça.
Não faz sentido confiar,
Não faz sentido conversar,
Não faz sentido sentir,
Não faz sentido agir.
Vivemos uma hipocrisia na qual acreditamos que estamos bem
ao lado de pessoas que amamos quando na verdade estamos
nada mais nada menos do que sozinhos, como todos seres humanos.
Somos egoistas, e não faz diferença acreditar em alguém.
Somos seres pútridos da mais profunda escuridão.
Somos seres desauridos e amaldiçoados por pensar.
Somos a escória predadora de um mundo em chamas.
Não existe definição melhor para o ser humano.
É possível encontrar beleza dentro destes seres desalmados e
perdidos... como é possível encontrar beleza em tudo.
O conforto vem de cada um, assim como a consideração, o gosto
e todas condições únicas...
É tudo uma questão escolha, pois no fim de tudo, tudo passa.
Tudo acaba.
Tudo se perde.
Tudo se esquece, por mais cruel que seja.
Somos memórias perdidas.
Somos passado que não volta, presente que não satisfaz e
futuro que não existe.
Somos... não...
Não somos.
Não mais.
terça-feira, 24 de março de 2009
Saudade.
Saudade que machuca,
Que dói
Maldita nostalgia,
Saudade que corrói.
Sentimento inevitável,
Que traz tanta agonia.
Momento incurável,
Que tira minha alegria.
Saudade do que já passou,
De tudo que aconteceu,
De tudo que já não sou,
De tudo que se perdeu.
Saudade, amarga saudade,
Quero um atídoto parar curar minha nostalgia.
Saudade, amarga saudade,
Quero um veneno que me dê alegria.
Assinar:
Postagens (Atom)