Mostrando postagens com marcador agonia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agonia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Solução de Sentimentos Crueis

A verdade é que estou exausto
Minha garganta agoniza
Meu coração está apertado
E a angústia toma conta de meu corpo.

Nas noites sombrias que em claro passei
Em pensamentos tortuosos e memórias perdidas
Memórias de fatos em lugares e objetos
Como meu quarto, minha cama.

Meu corpo exausto e inquieto exala distração
Minha garganta cerrada me dá a sensação de afogamento
Minha mente segue múltiplos raciocínios
Curtos e incompletos.

Por que de repente se tornou tão difícil respirar?
Meus pulmões que falham?
Ou o ar que esta pesado?
Apenas sei que meus pulmões estão cheios de agonia.

Minha cabeça parece girar
Em uma náusea inquieta
Minha visão se distorce e sai de foco
Memórias me torturam.

Meu peito parece estar perfurado
Uma lâmina parece estar alojada
Compondo uma sensação de hemorragia
Em um pungir de sensações emocionais e físicas.

Meu corpo agoniza junto de meu coração
Minha mente confusa distorce a realidade
Uma síntese de sensações e sentimentos
Vorazes, impetuosos e torturantes.

Uma solução de agonias inquietas
Como se meus músculos contraíssem a cada segundo
Como se cada molécula de oxigênio
Fosse composta por agulhas ocas.

Meu corpo não exala mais nada além de dor
E este texto é apenas a tentativa de descrevê-la
Tamanha síntese de agonias
Solução de sentimentos cruéis.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Paz

As bestas atordoantes que dilaceraram meu ser
Hoje dormem absortas, em meu interno agoniado
Como se uma paz insólita fosse decretada
Como um minúsculo intervalo no homúnculo que sou.

Paz insólita, repressiva, depressiva
A paz em si não satisfaz a nenhum ser
Uma dinâmica é necessária
Para manter a sensação viva.

O conflito é necessário, simplório que for
A ausência do mesmo expõe as cicatrizes e feridas
A paz e o vazio caminham de mãos dadas em agonia
O conflito necessário, saudosa anestesia.

O Afogar

Submergir lentamente nestas águas frias
As bolhas sobem rapidamente
Em uma sinfônica melodia
Expressando a agonia do ser

A vida passa pelos olhos
Na velocidade improvável diante da submersão
Lembranças insurgem rapidamente
Enquanto seus pulmões se enchem de fluído

As bolhas já não entoam tal melodia
A carcaça submerge na escuridão profunda
Já não se debate, já não reage

Uma desistência em desesperança
A correnteza a leva para longe
Irrelutante, sem vida