Já não consigo pensar
Apenas sinto
Essa dor dentro de minha cabeça
Fazendo-me esquecer de todos problemas
Já não posso pensar
Não consigo aguentar
Cansado por natureza
Exausto de ser impureza
E nada muda, tudo é o mesmo
Tudo se esvai com o tempo
E logo eu esqueço
Esqueço desse momento
Dessa dor, desse soneto
Desse mesmo pensamento virado do avesso.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Doenças
Muitas circunstâncias o importunavam naquela manhã. Sensações ruins, exaustão, doenças que já se acostumara. Doenças que o perseguiram por toda sua mera bucólica vida. Dês das doenças mais comuns, como suas alergias, tosses, irritações, dores corporais, -conseqüências de sua vida boêmia- até seus transtornos mais profundos, que variavam de sua simples insônia, até suas insanidades mentais.
Doenças, meras doenças que o perseguiam, às vezes até agradáveis, como sua insônia, que o mantinha acordado de noites à manhãs, lendo, escrevendo, e vivendo experiências noturnas, as vezes, com sorte, até febris.
Eram tão inconvenientes como sua própria sombra, quando as perseguia, elas se afastavam, quando fugia, elas o perseguiam.
Era um pequeno e divertido jogo que o afastava do tédio.
Seus transtornos que tanto apreciava, dês da instabilidade de sua bipolaridade, que muito agradável, mesmo em histeria inconseqüente, mesmo em melancolia suicida, até as paranóias que o faziam delirar em hipóteses tão absurdas, as quais adorava retratar em suas obras.
Havia também seus transtornos emocionais, diferente de suas confusões mentais, não eram diversão, -não deixando de ser prazer- mas sim uma responsabilidade, uma sina, um bom motivo para se manter vivo nesse caos que era sua existência.
Suas melancolias melodramáticas que eram seus amores platônicos; sua necessidade de gestos sutis, que eram sua carência; seu pensamento profundo nas mais soturnas noites, que eram sua solidão; a intensidade, os gestos atenciosos e a atenção que eram seus romances -que maioria das vezes, duravam apenas uma noite, infelizmente-
Um cotidiano intenso, cheio de alegorias, melancolias, e diversidades. Alguns chegavam a considerar a hipótese de que este tinha múltiplas personalidades. Hipótese mais insana que a personagem a qual retrato aqui. Não era composto de várias personalidades, mas sim de várias personagens!
Um cotidiano intenso, nem sempre no bom sentido da palavra. Pois sua intensidade variava de uma intensidade fria, praticamente sólida, uma intensidade tépida, quase justa e equilibrada, e uma intensidade febril, na qual todas situações eram possibilidades, e todas idéias fluíam em velocidade imperceptível.
Era exaustivo variar tanto sua condição comum. Uma vida que não escolhera, e que por mais que gostasse em um deleite um tanto bizarro, era desgastante. Existiam os momentos que esta infame personagem apenas desejava um pouco de harmonia -algo que, para este, era uma utopia- em seu tão instável cotidiano. Nestes momentos de exaustão -tanto emocional, quanto mental, quanto física, diante de seus hábitos desgastantes- chegava, por poucos momentos, a se tornar inerte.
Chegava a ser desumano o desrespeito que tinha por seu corpo. Era praticamente um masoquista a torturar a si mesmo com suas próprias ferramentas de auto-flagelação. E por mais infame que fosse sua situação, até seu desgaste, em todas as formas possíveis, eram prazeres. Era, de fato, um masoquista.
Provável que este personagem forjasse suas doenças, seus transtornos, seus hábitos desgastantes e suas sinas emocionais com o propósito de se exaurir, ou talvez de apenas tentar ocupar todos minutos que o relógio o disponibilizava. Fuga, talvez. Mas do que este ser estava tanto a fugir?
Algo mais profundo do que todas suas forjas e circunstâncias não fora citado ainda. Mais soturno e miserável que o deleitar de suas situações de prazer comum, ou de seu prazer bizarro -pois para este, tanto a dor quanto o prazer comum, eram ambas situações para se deleitar- era o único sentimento que, de fato, o pungia. Aliás, não um sentimento, ou um transtorno, ou doença, ou decadência que fosse, mas sim a ausência de tudo isso.
Fuga, sim, provavelmente. Pois a única situação que o pungia, de forma tão cruel, a qual evitava ocupando seu tempo com produção artística, noites ébrias e obrigações ocasionais -inutilmente-, sempre se deparava com seu maior medo, sua maior agonia. O vazio.
Seu maior medo, sua maior agonia, sua tortura sem prazer. O vazio
Conflitava com este inevitável, inquestionável e incompreensível inimigo cotidianamente. Terrível tortura para este pobre ser. Era irrelevante ocupar seu tempo se entretendo com seus conflitos emocionais, produzindo suas tão prezadas obras, convivendo em sua sociedade hipócrita, se afastando da realidade em sua boemia decadente, pois sempre se deparava com o tão cruel conflito que era o de enfrentar o vazio dentro de si.
Um medo irracional talvez. Mais um motivo para ser chamado de louco por todos aqueles que não compreendiam sua insólita lucidez -ou seja, todos, de fato-Mas era inevitável entrar em conflito com este espectro negro em seu ser. Esta doença mor que se alimentava de seus muitos vícios e poucas virtudes.
Um parasita, que subtraía de si, um pouco de sua humanidade, diariamente. Um processo que o tornava cada vez mais atroz. Situação que somente viria a cessar no momento de sua libertação final.
Mas era, de forma realmente macabra, interessante fazer parte deste logo, pois, de fato, não era uma realidade tediosa.
Doenças, meras doenças que o perseguiam, às vezes até agradáveis, como sua insônia, que o mantinha acordado de noites à manhãs, lendo, escrevendo, e vivendo experiências noturnas, as vezes, com sorte, até febris.
Eram tão inconvenientes como sua própria sombra, quando as perseguia, elas se afastavam, quando fugia, elas o perseguiam.
Era um pequeno e divertido jogo que o afastava do tédio.
Seus transtornos que tanto apreciava, dês da instabilidade de sua bipolaridade, que muito agradável, mesmo em histeria inconseqüente, mesmo em melancolia suicida, até as paranóias que o faziam delirar em hipóteses tão absurdas, as quais adorava retratar em suas obras.
Havia também seus transtornos emocionais, diferente de suas confusões mentais, não eram diversão, -não deixando de ser prazer- mas sim uma responsabilidade, uma sina, um bom motivo para se manter vivo nesse caos que era sua existência.
Suas melancolias melodramáticas que eram seus amores platônicos; sua necessidade de gestos sutis, que eram sua carência; seu pensamento profundo nas mais soturnas noites, que eram sua solidão; a intensidade, os gestos atenciosos e a atenção que eram seus romances -que maioria das vezes, duravam apenas uma noite, infelizmente-
Um cotidiano intenso, cheio de alegorias, melancolias, e diversidades. Alguns chegavam a considerar a hipótese de que este tinha múltiplas personalidades. Hipótese mais insana que a personagem a qual retrato aqui. Não era composto de várias personalidades, mas sim de várias personagens!
Um cotidiano intenso, nem sempre no bom sentido da palavra. Pois sua intensidade variava de uma intensidade fria, praticamente sólida, uma intensidade tépida, quase justa e equilibrada, e uma intensidade febril, na qual todas situações eram possibilidades, e todas idéias fluíam em velocidade imperceptível.
Era exaustivo variar tanto sua condição comum. Uma vida que não escolhera, e que por mais que gostasse em um deleite um tanto bizarro, era desgastante. Existiam os momentos que esta infame personagem apenas desejava um pouco de harmonia -algo que, para este, era uma utopia- em seu tão instável cotidiano. Nestes momentos de exaustão -tanto emocional, quanto mental, quanto física, diante de seus hábitos desgastantes- chegava, por poucos momentos, a se tornar inerte.
Chegava a ser desumano o desrespeito que tinha por seu corpo. Era praticamente um masoquista a torturar a si mesmo com suas próprias ferramentas de auto-flagelação. E por mais infame que fosse sua situação, até seu desgaste, em todas as formas possíveis, eram prazeres. Era, de fato, um masoquista.
Provável que este personagem forjasse suas doenças, seus transtornos, seus hábitos desgastantes e suas sinas emocionais com o propósito de se exaurir, ou talvez de apenas tentar ocupar todos minutos que o relógio o disponibilizava. Fuga, talvez. Mas do que este ser estava tanto a fugir?
Algo mais profundo do que todas suas forjas e circunstâncias não fora citado ainda. Mais soturno e miserável que o deleitar de suas situações de prazer comum, ou de seu prazer bizarro -pois para este, tanto a dor quanto o prazer comum, eram ambas situações para se deleitar- era o único sentimento que, de fato, o pungia. Aliás, não um sentimento, ou um transtorno, ou doença, ou decadência que fosse, mas sim a ausência de tudo isso.
Fuga, sim, provavelmente. Pois a única situação que o pungia, de forma tão cruel, a qual evitava ocupando seu tempo com produção artística, noites ébrias e obrigações ocasionais -inutilmente-, sempre se deparava com seu maior medo, sua maior agonia. O vazio.
Seu maior medo, sua maior agonia, sua tortura sem prazer. O vazio
Conflitava com este inevitável, inquestionável e incompreensível inimigo cotidianamente. Terrível tortura para este pobre ser. Era irrelevante ocupar seu tempo se entretendo com seus conflitos emocionais, produzindo suas tão prezadas obras, convivendo em sua sociedade hipócrita, se afastando da realidade em sua boemia decadente, pois sempre se deparava com o tão cruel conflito que era o de enfrentar o vazio dentro de si.
Um medo irracional talvez. Mais um motivo para ser chamado de louco por todos aqueles que não compreendiam sua insólita lucidez -ou seja, todos, de fato-Mas era inevitável entrar em conflito com este espectro negro em seu ser. Esta doença mor que se alimentava de seus muitos vícios e poucas virtudes.
Um parasita, que subtraía de si, um pouco de sua humanidade, diariamente. Um processo que o tornava cada vez mais atroz. Situação que somente viria a cessar no momento de sua libertação final.
Mas era, de forma realmente macabra, interessante fazer parte deste logo, pois, de fato, não era uma realidade tediosa.
domingo, 19 de abril de 2009
Expressar é o Vício dos artistas.
Eu sou um suicída,
sou um masoquista,
uma alma perdida,
vivendo uma vida restrita.
Minha frustração,
minha infâmia,
me dão o desejo de me expressar,
me dão o dom de criar arte instantânea.
Fecho a porta de meu quarto abro as janelas para a inspiração entrar,
para que eu possa me declarar,
para que eu possa ser o que quiser,
estar aonde quiser,
viver o que quiser,
dizer o que quiser,
e fazer por gostar.
Deito em minha cama,
me cubro com meus cobertores,
mas não para dormir,
mas para pensar sobre o que sinto,
expressar minhas dores.
A noite fria é a perfeita inspiração
para questionar o que se sabe,
e não viver em vão.
Não durmo,
Não descanso,
Não sonho,
Apenas escrevo.
sou um masoquista,
uma alma perdida,
vivendo uma vida restrita.
Minha frustração,
minha infâmia,
me dão o desejo de me expressar,
me dão o dom de criar arte instantânea.
Fecho a porta de meu quarto abro as janelas para a inspiração entrar,
para que eu possa me declarar,
para que eu possa ser o que quiser,
estar aonde quiser,
viver o que quiser,
dizer o que quiser,
e fazer por gostar.
Deito em minha cama,
me cubro com meus cobertores,
mas não para dormir,
mas para pensar sobre o que sinto,
expressar minhas dores.
A noite fria é a perfeita inspiração
para questionar o que se sabe,
e não viver em vão.
Não durmo,
Não descanso,
Não sonho,
Apenas escrevo.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Depressão Pós-Suicídio
Eu passo todas as noites em claro,
já não consigo dormir de acordo com o relógio.
Já não consigo me render a tres malditos ponteiros.
O descanso não vem, o descanso não acontece mais.
Como se o dormir durasse apenas alguns segundos, sem valor.
Não faz sentido se manter desacordado durante horas,
isso não me satisfaz.
Já não sonho mais, já não acordo mais,
o mundo se tornou escuro e sem sentido.
As ultimas noites foram ótimas,
cheias de ilusões, cheias de insanidade, realmente necessárias.
Eu gostaria de não precisar parar,
mas isso não é possível.
É um infortúnio ter limítes.
Estou decaindo aos poucos.
Minha mente já não pensa,
meu corpo já não cansa,
meu coração não sente,
minha alma descansa.
Cada vez mais sinto a degeneração profunda de tudo isso.
Estou destruindo a mim mesmo.
E isso é tão bom.
Já não me sinto patético
porque já não me importo mais.
É tudo vazio, ninguém realmente existe.
Não há com quem contar, nem em quem pensar.
Não faz sentido.
Vivemos uma grande ilusão, uma grande farsa.
Somos alma corrompidas perdidas num mundo cruel cheio de
desgraça.
Não faz sentido confiar,
Não faz sentido conversar,
Não faz sentido sentir,
Não faz sentido agir.
Vivemos uma hipocrisia na qual acreditamos que estamos bem
ao lado de pessoas que amamos quando na verdade estamos
nada mais nada menos do que sozinhos, como todos seres humanos.
Somos egoistas, e não faz diferença acreditar em alguém.
Somos seres pútridos da mais profunda escuridão.
Somos seres desauridos e amaldiçoados por pensar.
Somos a escória predadora de um mundo em chamas.
Não existe definição melhor para o ser humano.
É possível encontrar beleza dentro destes seres desalmados e
perdidos... como é possível encontrar beleza em tudo.
O conforto vem de cada um, assim como a consideração, o gosto
e todas condições únicas...
É tudo uma questão escolha, pois no fim de tudo, tudo passa.
Tudo acaba.
Tudo se perde.
Tudo se esquece, por mais cruel que seja.
Somos memórias perdidas.
Somos passado que não volta, presente que não satisfaz e
futuro que não existe.
Somos... não...
Não somos.
Não mais.
Já não consigo me render a tres malditos ponteiros.
O descanso não vem, o descanso não acontece mais.
Como se o dormir durasse apenas alguns segundos, sem valor.
Não faz sentido se manter desacordado durante horas,
isso não me satisfaz.
Já não sonho mais, já não acordo mais,
o mundo se tornou escuro e sem sentido.
As ultimas noites foram ótimas,
cheias de ilusões, cheias de insanidade, realmente necessárias.
Eu gostaria de não precisar parar,
mas isso não é possível.
É um infortúnio ter limítes.
Estou decaindo aos poucos.
Minha mente já não pensa,
meu corpo já não cansa,
meu coração não sente,
minha alma descansa.
Cada vez mais sinto a degeneração profunda de tudo isso.
Estou destruindo a mim mesmo.
E isso é tão bom.
Já não me sinto patético
porque já não me importo mais.
É tudo vazio, ninguém realmente existe.
Não há com quem contar, nem em quem pensar.
Não faz sentido.
Vivemos uma grande ilusão, uma grande farsa.
Somos alma corrompidas perdidas num mundo cruel cheio de
desgraça.
Não faz sentido confiar,
Não faz sentido conversar,
Não faz sentido sentir,
Não faz sentido agir.
Vivemos uma hipocrisia na qual acreditamos que estamos bem
ao lado de pessoas que amamos quando na verdade estamos
nada mais nada menos do que sozinhos, como todos seres humanos.
Somos egoistas, e não faz diferença acreditar em alguém.
Somos seres pútridos da mais profunda escuridão.
Somos seres desauridos e amaldiçoados por pensar.
Somos a escória predadora de um mundo em chamas.
Não existe definição melhor para o ser humano.
É possível encontrar beleza dentro destes seres desalmados e
perdidos... como é possível encontrar beleza em tudo.
O conforto vem de cada um, assim como a consideração, o gosto
e todas condições únicas...
É tudo uma questão escolha, pois no fim de tudo, tudo passa.
Tudo acaba.
Tudo se perde.
Tudo se esquece, por mais cruel que seja.
Somos memórias perdidas.
Somos passado que não volta, presente que não satisfaz e
futuro que não existe.
Somos... não...
Não somos.
Não mais.
terça-feira, 17 de março de 2009
Filosofia propriamente dita
Como se o tudo fosse agora,
Como se nada demorasse como demora,
Por todas razões, motivos,
Fúteis, irracionais,
Não importa,
Não adianta lamentar ou tentar encontrar motivos
para justificar.
Como se tudo fosse acontecer com alguma razão...
Tolice...
E agora, mais uma vez, são oito horas da manhã e
eu não dormi ainda,
oito horas e muitos minutos,
as vezes tão eternos, porém tão curtos.
Descansar não vale a pena, muito tempo perdido,
sem fazer nada, sem se expressar...
Chego a conclusão de que a exaustão me ajuda a pensar
melhor,
Talvez seja verdade... Até faz sentido...
Talvez este seja o momento oportuno,
ou importuno... Que oportunidade!
Se esconder da luz é mais interessante do que viver
na escuridão.
Vale mais aprender por necessidade, do que por
pressão.
Mais interessante, do que se perguntar se sim ou não.
É irrelevante se questionar sobre o "sim" e o "não".
Como se fosse, por um momento, uma vida perdida,
E foi, por um segundo, uma irremediável intriga.
O que faz sentido pra eles parece bobagem.
O que faz sentido pra mim parece loucura.
Por um mês, eternamente, pensando, se esforçando,
se cansando, tentando, se decepcionando...
Por uma semana, esperança, tédio, esperando pelo fim,
desesperadamente...
Por um dia, uma contagem, uma repetição, uma exaustão
uma diversão, uma imensidão que acabou tão cedo,
podendo ser eterna, ou repentina...
Por uma hora, como se o tédio matasse, e o fazer
também, como se o prazer se matasse sem conhecer
ninguém...
Por um minuto, sou o que gostaria de ser, mas no
minuto seguinte, não sei mais o que sou...
Por um segundo, não acreditei, mas foi o suficiente
para me mudar completamente...
Como conseguir ver atravez dos olhos de outro?
Como conseguir sentir atravez do coração de outro?
Como conseguir pensar atravez da mente de outro?
Como conseguir se expressar atravez da arte do outro?
Impossível... isso nos faz imperfeitos...
Mas nos faz tão belos do mesmo jeito.
Qualificações:
exaustão,
insônia,
moralidade,
motivações,
motivos,
questionamento,
tempo
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