Tendo a ignorância como uma bênção
Eu talvez seja um amaldiçoado egoísta.
E não sou culpado
Por simplesmente não me importar.
As pessoas tornam-se insignificantes
E a realidade torna-se intransponível.
As mensagens são pessimistas
E a poesia é escura
Como uma noite de lua nova.
Mantenho-me inconstante
Beirando a ausência do sociopata
Em conflito com a sensibilidade do artista,
Constantemente desesperado como um romântico.
Apenas posso cantar
E continuar meu solene-soturno viver
E expressar o quanto amo...
O quanto sinto...
O quanto deixo de sentir...
Posso apenas continuar a gritar.
Eu apenas busco
Mais uma tristeza para um retrato.
Pois esta é a obstinação de um artista,
Retratar, amar e lamentar.
Amo demais...
Lamento tanto...
Retrato pouco...
Simplesmente, sou apenas um complexo.
Como uma bactéria de males e benefícios.
Sou muito muito pouco para ser.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Defeitos
Gostaria de dizer
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Qualificações:
desilusão,
dor,
ilusão,
pessimismo,
poesia
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