Tendo a ignorância como uma bênção
Eu talvez seja um amaldiçoado egoísta.
E não sou culpado
Por simplesmente não me importar.
As pessoas tornam-se insignificantes
E a realidade torna-se intransponível.
As mensagens são pessimistas
E a poesia é escura
Como uma noite de lua nova.
Mantenho-me inconstante
Beirando a ausência do sociopata
Em conflito com a sensibilidade do artista,
Constantemente desesperado como um romântico.
Apenas posso cantar
E continuar meu solene-soturno viver
E expressar o quanto amo...
O quanto sinto...
O quanto deixo de sentir...
Posso apenas continuar a gritar.
Eu apenas busco
Mais uma tristeza para um retrato.
Pois esta é a obstinação de um artista,
Retratar, amar e lamentar.
Amo demais...
Lamento tanto...
Retrato pouco...
Simplesmente, sou apenas um complexo.
Como uma bactéria de males e benefícios.
Sou muito muito pouco para ser.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Equilíbrio de Miséria
Talvez as alegrias e misérias
Deste mundo, estejam estas
Colocadas em uma infame
Balança adulterada.
Pois a alegria de um
Sempre será a miséria do outro.
E não há justiça
Há apenas equilíbrio.
Talvez estas alegrias sejam
Espectros raros, limitados
A vagar pelo cotidiano
Atingindo e fugindo dos seres.
Talvez a tristeza seja
A ausência de uma alegria
Que poderia ter existido.
Ou talvez esta seja
O sentimento que dilacera o ser
Por lamúria, por dor...
Ou simplesmente
Por razão nenhuma.
Porém tudo passa
Tudo se metamorfoseia.
E definitivamente esta é a beleza
De existir nesta trajetória
De infortúnios e sorrisos.
Nada é eterno
Algumas circunstâncias apenas
Demoram a evanescer...
Outras foram apenas
Ilusões peculiares
Que nunca existiram.
Deste mundo, estejam estas
Colocadas em uma infame
Balança adulterada.
Pois a alegria de um
Sempre será a miséria do outro.
E não há justiça
Há apenas equilíbrio.
Talvez estas alegrias sejam
Espectros raros, limitados
A vagar pelo cotidiano
Atingindo e fugindo dos seres.
Talvez a tristeza seja
A ausência de uma alegria
Que poderia ter existido.
Ou talvez esta seja
O sentimento que dilacera o ser
Por lamúria, por dor...
Ou simplesmente
Por razão nenhuma.
Porém tudo passa
Tudo se metamorfoseia.
E definitivamente esta é a beleza
De existir nesta trajetória
De infortúnios e sorrisos.
Nada é eterno
Algumas circunstâncias apenas
Demoram a evanescer...
Outras foram apenas
Ilusões peculiares
Que nunca existiram.
Qualificações:
alegria,
existência,
poesia,
sentimento,
tempo,
tristeza
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Lamúria
Eu só consigo escrever sobre ti.
Só consigo expressar esta única emoção
Que talvez não tenha valido a pena.
Minto! È óbvio que valeu a pena!
Toda a intensidade de nós...
E hoje resta a ausência...
E eu, em meu lamento comum e clichê,
Em meu patético estado
Em meu estado lastimável.
Em minha lamúria incansável
Diante da lápide de nossa arte
Perdida com as areias do tempo.
Eu lamento, pois parece que
Não existe mais nada a dizer
Nada a fazer.
Eu lamento meu fim,
Lamento seu novo início sublime
Seu novo início sem mim.
Lamento, pois é tudo que sei fazer.
Lamento em uma poesia sem título,
Sem cor e sem sentido.
Lamento, somente
Pois é tudo que sei fazer
Em minhas lágrimas imbecis.
Lamento, somente
Pois já não tenho mais
Palavras em meu repertório
A declarar, a dizer.
Lamento, simplesmente,
Só, como sempre
Lamento, somente
Pois é tudo que posso fazer.
Só consigo expressar esta única emoção
Que talvez não tenha valido a pena.
Minto! È óbvio que valeu a pena!
Toda a intensidade de nós...
E hoje resta a ausência...
E eu, em meu lamento comum e clichê,
Em meu patético estado
Em meu estado lastimável.
Em minha lamúria incansável
Diante da lápide de nossa arte
Perdida com as areias do tempo.
Eu lamento, pois parece que
Não existe mais nada a dizer
Nada a fazer.
Eu lamento meu fim,
Lamento seu novo início sublime
Seu novo início sem mim.
Lamento, pois é tudo que sei fazer.
Lamento em uma poesia sem título,
Sem cor e sem sentido.
Lamento, somente
Pois é tudo que sei fazer
Em minhas lágrimas imbecis.
Lamento, somente
Pois já não tenho mais
Palavras em meu repertório
A declarar, a dizer.
Lamento, simplesmente,
Só, como sempre
Lamento, somente
Pois é tudo que posso fazer.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A doença do patético
O patetismo de meus atos
Não me envergonha nem me humilha
Sou apenas um patético romântico
Em busca de uma cura ou uma anestesia
De minha insalubre e melancólica existência.
Românticos são patéticos,
Pois sentimentos também são.
Pois estar vulnerável a desilusão e decepção
É simplesmente patético.
Mas a pateticidade é humana
Pois só os patéticos vulneráveis
Que provaram do azedume da dor
Podem ser vítimas da alegria.
Sou apenas uma vítima impulsiva
Uma alma torturada
Uma criatura ridícula e vencida
Diante de um jogo sentimental.
Pois o preço da alegria
É a trágica tristeza
E a infelicidade se torna tangível
A felicidade se torna utopia.
A dor e o sofrimento são apenas constantes
Alegria é apenas uma droga rara
Um entorpecente caro
Uma morfina.
E o preço de tal anestesia
É o sangue derramado
Das veias laceradas
Da dor do patético.
A cura é apenas uma utopia
Somos apenas vítimas
Da patologia quase extinta
Da doença do patético.
Não me envergonha nem me humilha
Sou apenas um patético romântico
Em busca de uma cura ou uma anestesia
De minha insalubre e melancólica existência.
Românticos são patéticos,
Pois sentimentos também são.
Pois estar vulnerável a desilusão e decepção
É simplesmente patético.
Mas a pateticidade é humana
Pois só os patéticos vulneráveis
Que provaram do azedume da dor
Podem ser vítimas da alegria.
Sou apenas uma vítima impulsiva
Uma alma torturada
Uma criatura ridícula e vencida
Diante de um jogo sentimental.
Pois o preço da alegria
É a trágica tristeza
E a infelicidade se torna tangível
A felicidade se torna utopia.
A dor e o sofrimento são apenas constantes
Alegria é apenas uma droga rara
Um entorpecente caro
Uma morfina.
E o preço de tal anestesia
É o sangue derramado
Das veias laceradas
Da dor do patético.
A cura é apenas uma utopia
Somos apenas vítimas
Da patologia quase extinta
Da doença do patético.
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