Gosto dos inebriantes, dos entorpecentes,
Da leviandade dos etílicos e etéricos.
Da pureza de corromper-me
Com a liberdade venenosa.
De sacrificar mera carne
Pelos prazeres de-uma-noite.
De quebrar muros, enfatizar sonhos
E ver o invisível inexistente.
Pois tais prisões são libertadoras
E as outras são autoritárias
E as lentes delicadamente lisas
São aquelas que não se (ar)riscaram de oportunidades.
E dou graças ao pai desta ovelha desgarrada
Ao saber que jamais chegarei novo aos 50
Sem ter vivido pelomenos 20,
Sem ter saido das velhas grades
Do velho berço.
E abençoado seja o fluído da chuva dos loucos
Com a graça e a genialidade
Dos (in)sanos infantes
Que morreram de overdose.
E que fique claro que
O homem cria remédios para sobreviver
A sua criação feroz.
Então, que sou eu além de um remediado, de uma cobaia curada?!
E quando o túnel das pupilas se abrir
Tornarar-se-a largo e anestesiado
Para o violar de meus olhos cândidos
Com as impurezas artificias do mundo.
As lágrimas a escorrer terão gosto forte-amargo
E percorrerão minha face
Denunciando o cego epilético que sou,
Que são os bixos-homem.
E apenas me restou engarrafar a poesia
E ingeri-la, e digeri-la, e vomita-la
E acabar-me num obsoleto livro
De poetas anônimos.
E assim, e-portanto-e-então
Acabarei como um deturpado,
Um perturbado nos sanatórios da "realidade";
Um drink composto das patologias mais cruéis.
Um drink que jamais seria consumido
Por ser subjulgado por cadáveres artificiais
Que nunca chegaram a viver.
E sem me importar, eu, bebida dos boêmios decadentes,
Vou para o fundo da prateleira sem ao menos dizer:
"De nade vale julgarem as tumbas
E os restos mortais que as hatibam.
Corpos são corpos,
Uns viiveram até o fim
Outros de suas tumbas nunca sairam."
Mostrando postagens com marcador crítica social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica social. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Sorte de Ser Poesia
Quero a sorte de ser poeta morto
Antes do abrir-de-cortinas do céu
E do início do transitar
Frenético dos homens-máquina.
Quero a sorte de ser boêmio,
Poeta ébrio na liberdade da noite.
Livre das grades abstratas
Que tanto sufocam o bicho-homem.
Quero a sorte de ser apaixonado
Enlouquecido, de cantar serenatas
Aos pés das janelas
Das moças mais belas
Aonde romance virou coisa de poeta.
Quero a sorte de ser vagabundo,
De ser louco. De ser o resto do pouco
Que restou dos hereges,
Dos que negaram a se converter.
E quero a sorte de ser poesia,
De ser sentimento desvairado,
Despreocupado, apenas instinto.
Apenas sentido pra existir.
Nós somos o que sentimos,
Então deveríamos aceitar o ser.
Questionar as ordens e desobedecer.
Escutar a voz ignota das emoções.
Pois quem já não sente
De fato já não é.
Antes do abrir-de-cortinas do céu
E do início do transitar
Frenético dos homens-máquina.
Quero a sorte de ser boêmio,
Poeta ébrio na liberdade da noite.
Livre das grades abstratas
Que tanto sufocam o bicho-homem.
Quero a sorte de ser apaixonado
Enlouquecido, de cantar serenatas
Aos pés das janelas
Das moças mais belas
Aonde romance virou coisa de poeta.
Quero a sorte de ser vagabundo,
De ser louco. De ser o resto do pouco
Que restou dos hereges,
Dos que negaram a se converter.
E quero a sorte de ser poesia,
De ser sentimento desvairado,
Despreocupado, apenas instinto.
Apenas sentido pra existir.
Nós somos o que sentimos,
Então deveríamos aceitar o ser.
Questionar as ordens e desobedecer.
Escutar a voz ignota das emoções.
Pois quem já não sente
De fato já não é.
Qualificações:
crítica religiosa,
crítica social,
liberdade,
poesia
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Tabuleiro de Influências
E olhar o mundo girar
Com os olhos de um ignorante
Sem perspectivas, conceitos ou concepções
Com saliência em apenas um egoísmo simples
E na ausência de opiniões.
Rondado pelo azeviche alienante
Da visão manipuladora
Ser apenas um peão
Em um xadrez incessante
Tabuleiro de influências
Que rege a existência plana.
Apenas uma peça descartável
E sem qualidade alguma.
Porém, grande a quantidade
Dessas peças comuns
Pois os desprezíveis
São os geradores do poder.
Basta alimentá-los
Com ilusões baratas
E esperanças falsas.
Basta iludi-los
Com uma visão de superioridade
E induzi-los no desejo
De pisar na cabeça alheia.
Oferecê-los bobagens para falar
Futilidades para acreditar
E estereótipos para julgar.
Peões...
Apenas soldados boçais
Para morrer e existir em vão.
Peões...
O exército de patologia humana...
Composto por grotescos perdidos
Fadados a viver sem razão.
Com os olhos de um ignorante
Sem perspectivas, conceitos ou concepções
Com saliência em apenas um egoísmo simples
E na ausência de opiniões.
Rondado pelo azeviche alienante
Da visão manipuladora
Ser apenas um peão
Em um xadrez incessante
Tabuleiro de influências
Que rege a existência plana.
Apenas uma peça descartável
E sem qualidade alguma.
Porém, grande a quantidade
Dessas peças comuns
Pois os desprezíveis
São os geradores do poder.
Basta alimentá-los
Com ilusões baratas
E esperanças falsas.
Basta iludi-los
Com uma visão de superioridade
E induzi-los no desejo
De pisar na cabeça alheia.
Oferecê-los bobagens para falar
Futilidades para acreditar
E estereótipos para julgar.
Peões...
Apenas soldados boçais
Para morrer e existir em vão.
Peões...
O exército de patologia humana...
Composto por grotescos perdidos
Fadados a viver sem razão.
Qualificações:
crítica religiosa,
crítica social,
ignorância,
poesia
segunda-feira, 8 de março de 2010
Seres Sem Sombra
Marionetes mecanizadas
Sistematizadas em hipocrisia
Para futilidades programadas
Meras existências sem poesia.
Ridículas e fatigadas
Movidas pela mão da mídia.
Alienadas e desorientadas
Impostas a uma ilusão qualquer.
Sustentam a modernidade
Como se nada estivesse errado
Como se houvesse igualdade
E não houvesse nem sequer
A existência de um simples miserável.
Malditas sejam vossas cabeças de vácuo.
Seus olhares vazios
Envenenam e apodrecem
Parte da existência alheia.
Adoecem o ambiente em que vivem
Exalando o odor fétido de uma hipocrisia demasiada.
De um moralismo ridículo e retrógrado
Com uma miséria anti-intelectual.
Tal moralismo alienante é inconcebível
Pois jamais existiu nesta inconstante realidade
Um intelectual sóbrio e sem contato com a onírica loucura.
Faz mais sentido ser saudável em doença
Pois a sociedade é uma doença mascarada.
Pobres dos doentes, sóbrios e lúcidos,
Estes sim são os insanos imbecis.
Sistematizadas em hipocrisia
Para futilidades programadas
Meras existências sem poesia.
Ridículas e fatigadas
Movidas pela mão da mídia.
Alienadas e desorientadas
Impostas a uma ilusão qualquer.
Sustentam a modernidade
Como se nada estivesse errado
Como se houvesse igualdade
E não houvesse nem sequer
A existência de um simples miserável.
Malditas sejam vossas cabeças de vácuo.
Seus olhares vazios
Envenenam e apodrecem
Parte da existência alheia.
Adoecem o ambiente em que vivem
Exalando o odor fétido de uma hipocrisia demasiada.
De um moralismo ridículo e retrógrado
Com uma miséria anti-intelectual.
Tal moralismo alienante é inconcebível
Pois jamais existiu nesta inconstante realidade
Um intelectual sóbrio e sem contato com a onírica loucura.
Faz mais sentido ser saudável em doença
Pois a sociedade é uma doença mascarada.
Pobres dos doentes, sóbrios e lúcidos,
Estes sim são os insanos imbecis.
Qualificações:
crítica social,
hipocrisia,
moralidade,
poesia
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A Irrelevância e o Tempo
A névoa que encobre
A escuridão da noite
A fumaça que exala
Meu cigarro de prazer
São fatos irrelevantes
Cotidiano de meu ser
Como a irrelevância julga
Todo fato simples ou complexo
São apenas frutos
De um julgamento convexo
Como o cachorro que anda pela rua
Ou o mendigo que lhe pede uns trocados
E que, sem perceber se julga
Tudo que está ao seu lado
E que, em completa apatia
Apenas não observa e segue em frente
E julgando sem notar
Não olha
Apenas caminha
E mais um cigarro acende
São fatos comuns
Que nada significam
Para muita gente
Eu apenas observo
Cada mísero detalhe
Da sociedade decadente
E digo que
A irrelevância é relativa
Ao ser que observa
E evita o julgamento
Pois esta mesma
Tem muito a mostrar
Para aqueles que não julgam
E se interessam em observar
A irrelevância é apenas uma venda
Que limita a realidade do vendado
È apenas uma prisão
Que diminui o ser
E o transforma em apenas
Um simples obstinado
A maior inspiração
Pode ser despertada
Pela simples irrelevância
A maior conclusão
Pode ser encontrada
Nessa simples irrelutância
Mas o mundo vive depressa
Depressa demais
E o tempo escraviza o ser
Com obrigações tão diversas
Que este
Esquece de ser
Apenas corre contra os ponteiros
Apático, mecanizado
E que mais parece máquina
Do que criatura
E que não tem nem sequer
Um sonho realizado
Não vive, existe
Não caminha, corre
Não observa, não vê
Não é nada mais que
Uma lataria
Cheia de engrenagens
Que nada sente, nada crê
O julgamento de irrelevância
Às vezes não passa de ignorância
E o único exemplo que te dou
São esses versos infames
Que a suposta irrelevância inspirou
A escuridão da noite
A fumaça que exala
Meu cigarro de prazer
São fatos irrelevantes
Cotidiano de meu ser
Como a irrelevância julga
Todo fato simples ou complexo
São apenas frutos
De um julgamento convexo
Como o cachorro que anda pela rua
Ou o mendigo que lhe pede uns trocados
E que, sem perceber se julga
Tudo que está ao seu lado
E que, em completa apatia
Apenas não observa e segue em frente
E julgando sem notar
Não olha
Apenas caminha
E mais um cigarro acende
São fatos comuns
Que nada significam
Para muita gente
Eu apenas observo
Cada mísero detalhe
Da sociedade decadente
E digo que
A irrelevância é relativa
Ao ser que observa
E evita o julgamento
Pois esta mesma
Tem muito a mostrar
Para aqueles que não julgam
E se interessam em observar
A irrelevância é apenas uma venda
Que limita a realidade do vendado
È apenas uma prisão
Que diminui o ser
E o transforma em apenas
Um simples obstinado
A maior inspiração
Pode ser despertada
Pela simples irrelevância
A maior conclusão
Pode ser encontrada
Nessa simples irrelutância
Mas o mundo vive depressa
Depressa demais
E o tempo escraviza o ser
Com obrigações tão diversas
Que este
Esquece de ser
Apenas corre contra os ponteiros
Apático, mecanizado
E que mais parece máquina
Do que criatura
E que não tem nem sequer
Um sonho realizado
Não vive, existe
Não caminha, corre
Não observa, não vê
Não é nada mais que
Uma lataria
Cheia de engrenagens
Que nada sente, nada crê
O julgamento de irrelevância
Às vezes não passa de ignorância
E o único exemplo que te dou
São esses versos infames
Que a suposta irrelevância inspirou
Qualificações:
crítica social,
Irrelevância,
poesia,
tempo
Vítimas
Suposta subordinação
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
Qualificações:
causalidade,
conformismo,
crítica social,
soneto
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Pungir de minha alma
Imponho sobre mim minha cólera interna,
Expondo todo sentimento vil e atroz.
A dor que punge minha alma deserta.
O açoitar de meu corpo em minha agoniada voz.
A macabra violência cruel e voraz,
A destruir o ser em desesperada inconseqüência.
O ato indisciplinado de dilacerar a paz,
Construindo o desumano sentimento de decadência.
E emprego em mim, agonia caótica
E disperso inconscientemente, dor exótica,
Da qual nenhum ser possui conhecimento.
O rasgar de minha alma, pútrida e miserável
O definhar de minha carne, em escarlate impensável
Por um solene incontestável sentimento.
Expondo todo sentimento vil e atroz.
A dor que punge minha alma deserta.
O açoitar de meu corpo em minha agoniada voz.
A macabra violência cruel e voraz,
A destruir o ser em desesperada inconseqüência.
O ato indisciplinado de dilacerar a paz,
Construindo o desumano sentimento de decadência.
E emprego em mim, agonia caótica
E disperso inconscientemente, dor exótica,
Da qual nenhum ser possui conhecimento.
O rasgar de minha alma, pútrida e miserável
O definhar de minha carne, em escarlate impensável
Por um solene incontestável sentimento.
Qualificações:
crítica social,
dor,
macabro,
soneto
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Confiança
O tédio é relevante,
um desânimo itinerante.
Um inapto novato diferente,
desprezado por uma sociedade sorridente
Realmente subestimam esse jovem inerente,
e subestimar é ato daquele que não compreende.
Aquele que tem medo do diferente,
ou apenas é estúpido o suficiente,
para julgar pelo aparente.
O jovem inerente, pouco surpreendido,
olha friamente, para os olhos de teu inimigo.
A frieza foi o suficiente para retirar o seu sorriso,
e as poucas palavras do humilde inerente
foram suficiente para que o silêncio prevalecesse.
um desânimo itinerante.
Um inapto novato diferente,
desprezado por uma sociedade sorridente
Realmente subestimam esse jovem inerente,
e subestimar é ato daquele que não compreende.
Aquele que tem medo do diferente,
ou apenas é estúpido o suficiente,
para julgar pelo aparente.
O jovem inerente, pouco surpreendido,
olha friamente, para os olhos de teu inimigo.
A frieza foi o suficiente para retirar o seu sorriso,
e as poucas palavras do humilde inerente
foram suficiente para que o silêncio prevalecesse.
O riso é a arma dos confiantes,
se sua confiança é tirada,
não restará nada.
se sua confiança é tirada,
não restará nada.
Qualificações:
confiança,
crítica social,
ironia
domingo, 9 de agosto de 2009
Vivemos o caos interno da alma.
Vivemos a vida perpetuando a morte.
Somos deliqüentes sem sorte.
Perseguidos por infâmia.
Sangrando lágrimas por dentro.
Perdidos em nossas sombras,
Vendendo nossas almas a algo inexistente.
Dispersando pensamentos, e condenando a nós mesmos.
Vivemos o caos interno da alma.
Vivemos em lamentável lástima,
Em oblíquia auto-repressão .
Perdendo a alma em vivência inóspita.
Vivendo em falsa fé, nos rendemos.
O que tinhamos a dizer, já não temos.
E por tudo que não somos, já não vivemos.
Perseguidos por infâmia.
Sangrando lágrimas por dentro.
Perdidos em nossas sombras,
Vendendo nossas almas a algo inexistente.
Dispersando pensamentos, e condenando a nós mesmos.
Vivemos o caos interno da alma.
Vivemos em lamentável lástima,
Em oblíquia auto-repressão .
Perdendo a alma em vivência inóspita.
Vivendo em falsa fé, nos rendemos.
O que tinhamos a dizer, já não temos.
E por tudo que não somos, já não vivemos.
Qualificações:
crítica religiosa,
crítica social,
poesia,
soneto
Assinar:
Postagens (Atom)