Eu queria concentrar
Toda minha complexa dor
Em uma simples solução
Para ser inalada, bebida
Para ser a bebida dos melancólicos.
Dor que dissolve ilusões
Que esvai esperanças
Que me joga sem freios
Contra o muro da realidade.
Dor cotidiana, mundana
Que me faz poeta sofredor.
E por ser, poeta dilacerado
Vítima de minhas vontades e pecados
Ser quem eu quiser na poesia.
Dor subversiva, debaixo dos panos
Do que está na aparência, na superfície
Que motiva e desmotiva minha motivação
Que cria as personagens de minha
Realidade fragmentada
Dor minha, preciosa
Como um solene carrasco
Ao decapitar minha lucidez
Para que minha visão poética
Não seja prejudicada.
Dor longínqua, do passado em sua plenitude
Do presente em sua solitude
Forjando a ausência
Da ilusão de um futuro cândido.
Dor impura, sinestesia de sentidos
De tato agonizante
De paladar amargo
De visão depreciativa
De audição atordoante
De faro ácido e nauseante.
Dor que punge meu ser
Minha sublime queda
Dor de tantas faces
Miseráveis e epifânicas.
Já não existe definição
Existe um gosto pela miséria
Gosto fino e incompreensível
Deleite de um gosto divino.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Anestesia
Sinto meu corpo adormecer
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Defeitos
Gostaria de dizer
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Qualificações:
desilusão,
dor,
ilusão,
pessimismo,
poesia
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Infância
Os risos e gritos
Os insultos e humilhações
E todas facetas abstratas e miseráveis
Ecoam pela eternidade
Todas as cicatrizes que sangraram
Criaram um monstro literário
Feridas que nunca cicatrizaram
Hemorragias que nunca se estancaram
A decadência e a miséria foram criadas
A partir da vergonha, do sofrimento
Das noites deturpadas
Do grotesco nasceu o vazio
As marcas ainda queimam como ferro em brasa
Criaram poesia, inconseqüência e brio.
Os insultos e humilhações
E todas facetas abstratas e miseráveis
Ecoam pela eternidade
Todas as cicatrizes que sangraram
Criaram um monstro literário
Feridas que nunca cicatrizaram
Hemorragias que nunca se estancaram
A decadência e a miséria foram criadas
A partir da vergonha, do sofrimento
Das noites deturpadas
Do grotesco nasceu o vazio
As marcas ainda queimam como ferro em brasa
Criaram poesia, inconseqüência e brio.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A Irrelevância e o Tempo
A névoa que encobre
A escuridão da noite
A fumaça que exala
Meu cigarro de prazer
São fatos irrelevantes
Cotidiano de meu ser
Como a irrelevância julga
Todo fato simples ou complexo
São apenas frutos
De um julgamento convexo
Como o cachorro que anda pela rua
Ou o mendigo que lhe pede uns trocados
E que, sem perceber se julga
Tudo que está ao seu lado
E que, em completa apatia
Apenas não observa e segue em frente
E julgando sem notar
Não olha
Apenas caminha
E mais um cigarro acende
São fatos comuns
Que nada significam
Para muita gente
Eu apenas observo
Cada mísero detalhe
Da sociedade decadente
E digo que
A irrelevância é relativa
Ao ser que observa
E evita o julgamento
Pois esta mesma
Tem muito a mostrar
Para aqueles que não julgam
E se interessam em observar
A irrelevância é apenas uma venda
Que limita a realidade do vendado
È apenas uma prisão
Que diminui o ser
E o transforma em apenas
Um simples obstinado
A maior inspiração
Pode ser despertada
Pela simples irrelevância
A maior conclusão
Pode ser encontrada
Nessa simples irrelutância
Mas o mundo vive depressa
Depressa demais
E o tempo escraviza o ser
Com obrigações tão diversas
Que este
Esquece de ser
Apenas corre contra os ponteiros
Apático, mecanizado
E que mais parece máquina
Do que criatura
E que não tem nem sequer
Um sonho realizado
Não vive, existe
Não caminha, corre
Não observa, não vê
Não é nada mais que
Uma lataria
Cheia de engrenagens
Que nada sente, nada crê
O julgamento de irrelevância
Às vezes não passa de ignorância
E o único exemplo que te dou
São esses versos infames
Que a suposta irrelevância inspirou
A escuridão da noite
A fumaça que exala
Meu cigarro de prazer
São fatos irrelevantes
Cotidiano de meu ser
Como a irrelevância julga
Todo fato simples ou complexo
São apenas frutos
De um julgamento convexo
Como o cachorro que anda pela rua
Ou o mendigo que lhe pede uns trocados
E que, sem perceber se julga
Tudo que está ao seu lado
E que, em completa apatia
Apenas não observa e segue em frente
E julgando sem notar
Não olha
Apenas caminha
E mais um cigarro acende
São fatos comuns
Que nada significam
Para muita gente
Eu apenas observo
Cada mísero detalhe
Da sociedade decadente
E digo que
A irrelevância é relativa
Ao ser que observa
E evita o julgamento
Pois esta mesma
Tem muito a mostrar
Para aqueles que não julgam
E se interessam em observar
A irrelevância é apenas uma venda
Que limita a realidade do vendado
È apenas uma prisão
Que diminui o ser
E o transforma em apenas
Um simples obstinado
A maior inspiração
Pode ser despertada
Pela simples irrelevância
A maior conclusão
Pode ser encontrada
Nessa simples irrelutância
Mas o mundo vive depressa
Depressa demais
E o tempo escraviza o ser
Com obrigações tão diversas
Que este
Esquece de ser
Apenas corre contra os ponteiros
Apático, mecanizado
E que mais parece máquina
Do que criatura
E que não tem nem sequer
Um sonho realizado
Não vive, existe
Não caminha, corre
Não observa, não vê
Não é nada mais que
Uma lataria
Cheia de engrenagens
Que nada sente, nada crê
O julgamento de irrelevância
Às vezes não passa de ignorância
E o único exemplo que te dou
São esses versos infames
Que a suposta irrelevância inspirou
Qualificações:
crítica social,
Irrelevância,
poesia,
tempo
Vítimas
Suposta subordinação
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
Qualificações:
causalidade,
conformismo,
crítica social,
soneto
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ausência
Uma necessidade tão grande
De atenção, de afeto
Justifica a efusividade
Como a linguagem de um dialeto
Incompreensível linguagem
Contestada, rejeitada
Quando o coração não diz
Quando os pensamentos confundem
E a alma não consegue manusear
Seu instrumento de prazer
O corpo fala por si só
Insignificância, paranóia
Ciúme diante de todo infortúnio
Um apego tão patético
Representa apenas
A ausência de algo
Insegurança tão infame
Incompreensível
Impensável
Representa apenas
A ausência de algo
E toda flagelação
Toda nostalgia
A depressão
A empatia
Representa apenas
A ausência de algo
A compreensão e aptidão
A dádiva de ver além da carne
O romantismo e todo sentimentalismo extremado
Todo olhar exasperado
Representa apenas
A ausência de algo.
De atenção, de afeto
Justifica a efusividade
Como a linguagem de um dialeto
Incompreensível linguagem
Contestada, rejeitada
Quando o coração não diz
Quando os pensamentos confundem
E a alma não consegue manusear
Seu instrumento de prazer
O corpo fala por si só
Insignificância, paranóia
Ciúme diante de todo infortúnio
Um apego tão patético
Representa apenas
A ausência de algo
Insegurança tão infame
Incompreensível
Impensável
Representa apenas
A ausência de algo
E toda flagelação
Toda nostalgia
A depressão
A empatia
Representa apenas
A ausência de algo
A compreensão e aptidão
A dádiva de ver além da carne
O romantismo e todo sentimentalismo extremado
Todo olhar exasperado
Representa apenas
A ausência de algo.
Qualificações:
melancolia,
poesia
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