Ócio que me consome
Em uma realidade entediante
De conceitos baseados em pré-conceitos
De moral com fundamento alienante.
Tédio de conviver
Com a hipocrisia daqueles
Que nunca nem uma regra
Tiveram a ousadia de quebrar.
Os frutos podres estão em maioria
Nesta colheita acabrunhante
De criaturas sem atitude
Conformistas, estáticas.
Como é impossível manter
Qualquer espécie de diálogo interessante
Com estes seres constantes...
O tédio me consome com comentários fúteis.
Talvez eu seja um arrogante
Exclamando o quanto sou
Maior e mais consciente,
Melhor do que estas criaturas.
Mas os diálogos são inconcebíveis.
E eles riem e sorriem.
Eu me calo, solitário e austero.
É fácil dizer
Quem é mais intelectual.
E ainda mais nítido ver
Qual está mais próximo da felicidade.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Vítimas
Suposta subordinação
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
O destino forjando a cruel realidade
Subordinados desta terra sem razão
Somos apenas vítimas da causalidade
Apenas vítimas de vidas vazias
Pensamentos inexpressivos em ilhas
De tanto pensar, de tanto falar
E nada realizar
Vítimas, vítimas
Tão ociosas miseráveis
Vítimas que nem males trazem
Meras vítimas, tão passivas
Vítimas, apenas
De sua realidade
Qualificações:
causalidade,
conformismo,
crítica social,
soneto
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