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segunda-feira, 8 de março de 2010

Seres Sem Sombra

Marionetes mecanizadas
Sistematizadas em hipocrisia
Para futilidades programadas
Meras existências sem poesia.

Ridículas e fatigadas
Movidas pela mão da mídia.
Alienadas e desorientadas
Impostas a uma ilusão qualquer.

Sustentam a modernidade
Como se nada estivesse errado
Como se houvesse igualdade
E não houvesse nem sequer
A existência de um simples miserável.

Malditas sejam vossas cabeças de vácuo.
Seus olhares vazios
Envenenam e apodrecem
Parte da existência alheia.

Adoecem o ambiente em que vivem
Exalando o odor fétido de uma hipocrisia demasiada.
De um moralismo ridículo e retrógrado
Com uma miséria anti-intelectual.

Tal moralismo alienante é inconcebível
Pois jamais existiu nesta inconstante realidade
Um intelectual sóbrio e sem contato com a onírica loucura.

Faz mais sentido ser saudável em doença
Pois a sociedade é uma doença mascarada.

Pobres dos doentes, sóbrios e lúcidos,
Estes sim são os insanos imbecis.

terça-feira, 17 de março de 2009

Filosofia propriamente dita


Como se o tudo fosse agora,
Como se nada demorasse como demora,
Por todas razões, motivos,
Fúteis, irracionais,
Não importa,
Não adianta lamentar ou tentar encontrar motivos
para justificar.
Como se tudo fosse acontecer com alguma razão...
Tolice...

E agora, mais uma vez, são oito horas da manhã e
eu não dormi ainda,
oito horas e muitos minutos,
as vezes tão eternos, porém tão curtos.
Descansar não vale a pena, muito tempo perdido,
sem fazer nada, sem se expressar...
Chego a conclusão de que a exaustão me ajuda a pensar
melhor,
Talvez seja verdade... Até faz sentido...
Talvez este seja o momento oportuno,
ou importuno... Que oportunidade!

Se esconder da luz é mais interessante do que viver
na escuridão.
Vale mais aprender por necessidade, do que por
pressão.
Mais interessante, do que se perguntar se sim ou não.
É irrelevante se questionar sobre o "sim" e o "não".

Como se fosse, por um momento, uma vida perdida,
E foi, por um segundo, uma irremediável intriga.

O que faz sentido pra eles parece bobagem.
O que faz sentido pra mim parece loucura.

Por um mês, eternamente, pensando, se esforçando,
se cansando, tentando, se decepcionando...
Por uma semana, esperança, tédio, esperando pelo fim,
desesperadamente...
Por um dia, uma contagem, uma repetição, uma exaustão
uma diversão, uma imensidão que acabou tão cedo,
podendo ser eterna, ou repentina...
Por uma hora, como se o tédio matasse, e o fazer
também, como se o prazer se matasse sem conhecer
ninguém...
Por um minuto, sou o que gostaria de ser, mas no
minuto seguinte, não sei mais o que sou...
Por um segundo, não acreditei, mas foi o suficiente
para me mudar completamente...

Como conseguir ver atravez dos olhos de outro?
Como conseguir sentir atravez do coração de outro?
Como conseguir pensar atravez da mente de outro?
Como conseguir se expressar atravez da arte do outro?
Impossível... isso nos faz imperfeitos...
Mas nos faz tão belos do mesmo jeito.