- E então, meu amor, que presente você escolheu?
Era mais uma daquelas datas comemorativas, clássicas de calendários a se riscar. De qual data especificamente, não me lembro bem. Afinal de contas, todas são tão hipócritas e frígidas que não fazem a menor diferença. São apenas fios-de-barbante de marionetes conviventes, incessantes a dançar a dança do titeriteiro.
Sim, uma data comemorativa qualquer:
- E então, meu amor, que presente você escolheu?
O débil cônjuge perguntou para sua amada com um olhar complacente. Sua intenção era tão débil quanto sua índole. Porém, uma intenção débil é uma intenção mais pura que as outras. Talvez exista algum valor na inocência. Ou talvez inocência seja apenas mais um sintoma de um débil.
- E então, meu amor, que presente você escolheu?
Sua amada olhou, com um olhar meio tristonho, meio sem jeito. Um daqueles olhares que vem seguido de um imenso discurso, um argumento filosófico... Praticamente uma tese.
Ela olhou de sua forma insólita à reação esperada. O cônjuge insistiu:
- Vai querer aquela bolsa que você vivia namorando naquela sua loja preferida?
Tentou demonstrar seu interesse, sua notabilidade aos detalhes de seu quotidiano. Na verdade, tal cônjuge realmente só se lembrava da bolsa, da loja, dos detalhes, por reparar no decote saliente da simpática atendente de sorriso de plástico (sim, fazia parte do currículo necessário ter uma aparência atraente e um sorriso de plástico).
Sua amada o fitou, da mesma forma complacente, com este olhar tristonho incompreensível que começava a gerar alguma preocupação. Os olhos percorreram teu rosto até encontrar outros olhos e soltar sua língua. Disse:
- Não meu amor. Sabe, tenho pensando no sentido dessa coisa toda, dessas datas todas, de todas essas obrigações ... O que realmente faz sentido nisso tudo? O que significa aquela bolsa na vitrine, aqueles detalhes dourados, aquele couro marrom?
O cônjuge olhou, chocado com a resposta, em um estado estático e sem conseguir expressar ou sequer questionar a situação. Ele manteve seus argumentos, como se nada tivesse acontecido. Balbuciou palavras com um ar sedento de piedade, embora inconscientemente:
- Mas eu achei que você tinha gostado daquela bolsa... Tenho me esforçado para economizar o suficiente para te dar aquela bolsa. Eu achei que você gostaria da surpresa.
Ela respondeu, nem um pouco atingida pelo apelo emocional inconsciente e instintivo de seu cônjuge:
- Não meu amor. Não é isso. O que quero dizer é: o que significa tudo isso? O que significa mais uma bolsa cara em meu armário? Sabe... Eu queria algo mais simples... Algo mais humano.
A reação perdida dele, de forma incompreensiva, com o olhar a sucumbir num abismo de enigmas, os quais ele jamais realmente compreenderia. Tentou dialogar com alguma astúcia, com algum truque na manga num ato tépido de doçura e desespero:
- Mas então que presente você quer, meu amor?
Sua amada concebeu sua incompreensão. Concebeu o vazio que se alojava dentro de seu cônjuge. Ou o vazio que se alojava dentro de si. Como esse famoso vazio do qual tanto falam esses seres insatisfeitos com a realidade na qual habitam. Esse vazio... Esse vazio provocou uma resposta inusitada.
- Que presente eu quero? Eu quero... Eu quero seus olhos.
Sim, a este ponto tal cônjuge já refletia as luzes brancas daquele estabelecimento comercial em suas faces. O abismo de enigmas o consumiu, o atingiu de forma vil e um tanto dolorida. A reação foi um gaguejar estático de eco:
- M-m-m... Meus... Meus olhos?! Quer meus olhos de presente?!
Ela pariu um sorriso alegórico e tranqüilo. Olhou com olhar astucioso e respondeu com uma pequena ponta, quase imperceptível, de irritação:
- Sim, quero seus olhos. Quero seus olhos em minhas mãos, para que eu possa ver através deles. Quero seus olhos em mim, para que eu possa os encontrar quando os meus se perderem nas margens vazias... Quero seus olhos nos meus quando não houver solução, quando não houver problemas. Quero teus olhos numa caixa de presente, como uma prova de amor, de sacrilégio de emoção...
Seu diálogo alarmante chocou nos tímpanos de seu cônjuge como pequenos impactos dialéticos a golpear sua mente, causando esse estado de estaticidade, de impotência. Ela continuou:
- Quero seus olhos pra ter acesso a todos registros em suas retinas. Quero sua visão de mim, saciar o desejo de compreender como me conhece, como me vê. Quero seus olhos comigo, como guardiões confiáveis, como uma certeza nesse mundo tão incerto e inconstante. Quero a certeza de teus olhos sempre à mão. Quero teu olhar guardado na minha bolsa, só pra poder o observar, o ver cativar o meu... Quero tanto teus olhos que não sei dizer. Eu só quero eles comigo, nessa forma tão bonita de olhar.
Ele engasgou com sua língua, quase se sufocou nela. Não, ele não tinha nenhuma resposta pronta, nenhuma frase bonita. Não sabia ser cônjuge romântico e apaixonado, nem sabia dizer frases bonitas além das que encontrava em cartões prontos com frases célebres e seculares. Sua resposta foi a mais óbvia possível:
- Mas... Mas, meu amor, eu não posso te dar meus olhos. Eu preciso deles pra viver. Eu preciso deles pra trabalhar, pra te agradar, te confortar...
O rosto de sua amada se torceu, como se o estivessem esticado e torcido como um pano úmido. Sua expressão demonstrava uma cólera intensa, uma irritação tão profunda. O resultado foi um grito seguido de prantos inflamados:
- Eu só queria seus olhos! Seus olhos nos meus, seus olhos pra mim! Queria que seus olhos me enxergassem. Mas eles não me enxergam, não como pessoa! Eles não me olham como humana. Me olham como produto, como algo que você tem que suprir como uma máquina! Esses seus olhos... Não! Não os quero! Seus olhos me qualificam, colocam preços em minha satisfação! Seus olhos só vêem um consumo fútil! Não! Não quero seus olhos! Eles me enojam! Eles são ridículos!!!
O rugir de sua cólera através de sua boca, a expressão rubra em seu rosto, o gesticular agressivo de seus braços, todos os gestos... Todos eles, para o cônjuge não faziam o menor sentido. Ele não compreendia sua irritação, não compreendia os gritos que atingiam sua face. Não, ele não compreendia o que significava desejar olhos...
Sua amada arremessou a bolsa de mão em seu peito. Seu rosto escorria a uma dor profunda. Ela saiu de cena num andar furioso e cambaleante, deixando seu cônjuge estático, como uma estátua inane a olhar a paisagem sem vê-la.
Ele ficou, tão estátua como uma rocha. Observou-a deixar o recinto e se manteve estático, sem reação, sem compreensão, sem ela... Sem nada.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A Ultima Morada
Resvalando agonia pelos poros,
Me derramo ao chão
Como recipiente utilizado e descartado,
Como recipiente quebrado
Na língua dos mortos.
Desconstruindo meus pensamentos
No solo deste cômodo
Vazio, opaco e sem vida
Meu corpo grita em utopia
Amordaçado, diante da memória
[Daqueles momentos.
Em grito interno despedaçado,
Meu corpo, absorto em pensamentos
Ainda incompletos, adoece, padece
Diante da obstinação de perseguir
O sangue de gosto amargo.
Indivíduos consternados escandalizam
A porta de meu cômodo fúnebre.
Este parecia estreitar-se, retrair-se
Transmutar-se em minha ultima morada.
Como se desejasse possuir
[os olhares que se esgueiram.
O som das vozes desesperadas
Já não atinge meus tímpanos.
O cômodo se retrai, inexoravelmente
Se contrai, se esvai incessante.
Minha racionalidade se decompõe
[pelo vazio obstinada.
Jaz em mim o horror.
A agonia e a dor consomem
O restante desta razão vazia.
Jaz a dor, o terror romantizado.
Jaz o epitáfio daquele
[que morreu de amor.
Me derramo ao chão
Como recipiente utilizado e descartado,
Como recipiente quebrado
Na língua dos mortos.
Desconstruindo meus pensamentos
No solo deste cômodo
Vazio, opaco e sem vida
Meu corpo grita em utopia
Amordaçado, diante da memória
[Daqueles momentos.
Em grito interno despedaçado,
Meu corpo, absorto em pensamentos
Ainda incompletos, adoece, padece
Diante da obstinação de perseguir
O sangue de gosto amargo.
Indivíduos consternados escandalizam
A porta de meu cômodo fúnebre.
Este parecia estreitar-se, retrair-se
Transmutar-se em minha ultima morada.
Como se desejasse possuir
[os olhares que se esgueiram.
O som das vozes desesperadas
Já não atinge meus tímpanos.
O cômodo se retrai, inexoravelmente
Se contrai, se esvai incessante.
Minha racionalidade se decompõe
[pelo vazio obstinada.
Jaz em mim o horror.
A agonia e a dor consomem
O restante desta razão vazia.
Jaz a dor, o terror romantizado.
Jaz o epitáfio daquele
[que morreu de amor.
domingo, 26 de setembro de 2010
Nostalgia (Cemitério de Emoções)
Naquele momento eu senti dor. Sim, dor. E, ao mesmo tempo, eu nunca desejei tanto uma lâmina para me cortar. Eu desejei a dor. Eu a desejei, porém, de uma forma diferente. Eu desejei meu sangue escorrendo, pingando aos poucos, como lágrimas no chão. Desejei fazer meu corpo chorar, pois minhas lágrimas haviam secado.
Sim, eu senti dor. Mas não uma dor comum de quando machucamos nossos corpos sem querer. Eu senti uma dor para a qual não existem analgésicos para curar (pelo menos não especificamente). Um sofrimento sem atalhos, profundo e inadiável. Uma tortura irrelutante que simplesmente ocorre quando se sente falta de alguém.
Saudade. Sim, este é o nome. Saudade. E então um turbilhão de sons e imagens insurgiu em minha memória. E me vieram doces recordações de momentos sublimes, do ápice de minha existência desde então. Me vieram sorrisos, risos, abraços, beijos, conversas, gestos... Tudo de mais gracioso que ocorreu nos últimos tempos. E também me vieram lágrimas, brigas, discussões, ofensas e fatos dolorosos que antes tanto significavam, tanto doíam, e que hoje, lembro aos risos e lágrimas, se estas ainda me pertencessem.
Estas memórias me abraçaram de forma carinhosa, acolhedora e gentil. Um sorriso retorcido e incompleto se esboçou em minha face, pois este abraço, tão sublime, além de me acariciar me estrangulou. Junto da saudade nasce a dor. Pois saudade é gostar de algo que se foi, que não está mais presente. É tentar abraçar o intangível. É a decepção óbvia de falhar ao perseguir o impossível.
É tão triste ver como tudo perde o sentido diante de seu contexto. Como tudo se esvai aos poucos nos labirintos da memória. Que o concreto se torna abstrato, e o passado existe apenas como lembrança. Que as guinadas da trajetória da existência nos fazem tanto perder, tanto deixar para trás.
Guardamos nossas memórias em tesouros recônditos, de apreciação sôfrega e deleitosa. E estes tesouros evanescem como cadáveres a se decompor. Somos apenas um cemitério de memórias, de emoções obsoletas. Até sua remoção, como ossadas de indigentes no nosso cemitério de sentimento.
Jaz a imagem, o epitáfio de lembranças. O sentimento se abafa, se sufoca, morre aos poucos agonizante em sua asfixia.
È triste mas tudo morre, se decompõe e desaparece inexoravelmente.
Sim, eu senti dor. Mas não uma dor comum de quando machucamos nossos corpos sem querer. Eu senti uma dor para a qual não existem analgésicos para curar (pelo menos não especificamente). Um sofrimento sem atalhos, profundo e inadiável. Uma tortura irrelutante que simplesmente ocorre quando se sente falta de alguém.
Saudade. Sim, este é o nome. Saudade. E então um turbilhão de sons e imagens insurgiu em minha memória. E me vieram doces recordações de momentos sublimes, do ápice de minha existência desde então. Me vieram sorrisos, risos, abraços, beijos, conversas, gestos... Tudo de mais gracioso que ocorreu nos últimos tempos. E também me vieram lágrimas, brigas, discussões, ofensas e fatos dolorosos que antes tanto significavam, tanto doíam, e que hoje, lembro aos risos e lágrimas, se estas ainda me pertencessem.
Estas memórias me abraçaram de forma carinhosa, acolhedora e gentil. Um sorriso retorcido e incompleto se esboçou em minha face, pois este abraço, tão sublime, além de me acariciar me estrangulou. Junto da saudade nasce a dor. Pois saudade é gostar de algo que se foi, que não está mais presente. É tentar abraçar o intangível. É a decepção óbvia de falhar ao perseguir o impossível.
É tão triste ver como tudo perde o sentido diante de seu contexto. Como tudo se esvai aos poucos nos labirintos da memória. Que o concreto se torna abstrato, e o passado existe apenas como lembrança. Que as guinadas da trajetória da existência nos fazem tanto perder, tanto deixar para trás.
Guardamos nossas memórias em tesouros recônditos, de apreciação sôfrega e deleitosa. E estes tesouros evanescem como cadáveres a se decompor. Somos apenas um cemitério de memórias, de emoções obsoletas. Até sua remoção, como ossadas de indigentes no nosso cemitério de sentimento.
Jaz a imagem, o epitáfio de lembranças. O sentimento se abafa, se sufoca, morre aos poucos agonizante em sua asfixia.
È triste mas tudo morre, se decompõe e desaparece inexoravelmente.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Luto (Amor Perdido)
As tardes vazias sem tua presença
Sem o doce olhar teu sob o meu.
As lembranças de tuas carícias
Pungem cruelmente meu ser.
Cartas engavetadas, retratos desatuais
Provas concretas da beleza
De nossa doce e harmoniosa união,
Hoje me confortam. Me escorrem lágrimas
[bipolares
Eu, romântico patético
Padeço diante da carência de ti.
Meu corpo sente falta do teu
Meu tato clama, desesperadamente pelo
[teu toque.
Meus olhos chamam por teu sorriso.
Meus ouvidos imploram
Pelo doce e carinhoso som
Da melodia de tua voz.
O peso de tua ausência,
Tão atroz carrasco de minha realidade,
Tinge minha existência
De irrelevância, de languidez.
Jaz o silêncio a deflagrar.
Jazem os ecos deste cômodo vazio,
Carregado de intensa emoção.
Jaz uma lacuna não preenchida.
Acabrunhante e agoniado, velo dilacerado
Num funeral de sentimento.
Na desgraça patética da lamúria
De um apaixonado enlutado.
E sigo perdido,
Num caminhar ferido,
Rumo ao horizonte
Por esta estrada lacrimosa.
E sigo, exaurido,
No gotejar de ilusões perdidas,
De passo inconstante
Por esta estrada desventurosa.
Minhas lágrimas marcam o caminho.
Minhas cicatrizes são minhas armas.
Minha escolha é o sofrimento.
Minha escolha é a única que restou.
Sem o doce olhar teu sob o meu.
As lembranças de tuas carícias
Pungem cruelmente meu ser.
Cartas engavetadas, retratos desatuais
Provas concretas da beleza
De nossa doce e harmoniosa união,
Hoje me confortam. Me escorrem lágrimas
[bipolares
Eu, romântico patético
Padeço diante da carência de ti.
Meu corpo sente falta do teu
Meu tato clama, desesperadamente pelo
[teu toque.
Meus olhos chamam por teu sorriso.
Meus ouvidos imploram
Pelo doce e carinhoso som
Da melodia de tua voz.
O peso de tua ausência,
Tão atroz carrasco de minha realidade,
Tinge minha existência
De irrelevância, de languidez.
Jaz o silêncio a deflagrar.
Jazem os ecos deste cômodo vazio,
Carregado de intensa emoção.
Jaz uma lacuna não preenchida.
Acabrunhante e agoniado, velo dilacerado
Num funeral de sentimento.
Na desgraça patética da lamúria
De um apaixonado enlutado.
E sigo perdido,
Num caminhar ferido,
Rumo ao horizonte
Por esta estrada lacrimosa.
E sigo, exaurido,
No gotejar de ilusões perdidas,
De passo inconstante
Por esta estrada desventurosa.
Minhas lágrimas marcam o caminho.
Minhas cicatrizes são minhas armas.
Minha escolha é o sofrimento.
Minha escolha é a única que restou.
sábado, 11 de setembro de 2010
Sou poeta
Eu sou um poeta que reaprendeu
A arte de amar, de esculpir a emoção.
Aprendi a viver, a enfrentar
Ilusões da doce e atroz existência.
Sou poeta e também aprendi a morrer.
Aprendi a me afogar dentre oceanos de lágrimas
E decadência soturna
E também aprendi a apreciar o brilho do arco-íris
Ao ver o dia nascer.
Aprendi solitário a transformar vísceras
E risos, gritos e suspiros
Em palavras e estrofes
Que enfeitam os olhares
Que distribuem carinhos
De amor e solidariedade
Solitário e patético,
Melancólico e alegre,
Aprendi a deixar as folhas cair
E as flores florescer
Que o amor,a dor, a angústia e o prazer
Fazendo parte da arte de existir.
Aprendi que é poeta quem quer ser!
A arte de amar, de esculpir a emoção.
Aprendi a viver, a enfrentar
Ilusões da doce e atroz existência.
Sou poeta e também aprendi a morrer.
Aprendi a me afogar dentre oceanos de lágrimas
E decadência soturna
E também aprendi a apreciar o brilho do arco-íris
Ao ver o dia nascer.
Aprendi solitário a transformar vísceras
E risos, gritos e suspiros
Em palavras e estrofes
Que enfeitam os olhares
Que distribuem carinhos
De amor e solidariedade
Solitário e patético,
Melancólico e alegre,
Aprendi a deixar as folhas cair
E as flores florescer
Que o amor,a dor, a angústia e o prazer
Fazendo parte da arte de existir.
Aprendi que é poeta quem quer ser!
Qualificações:
decadencia,
existência,
romance,
soneto
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Amanhecer
Deitar-me, sem sono, sem sonho
E morrer por alguns momentos anestesiados
Para despertar num suspiro, numa fadiga
Para a nova faceta do pesadelo da realidade.
Fitar o céu cinza da manhã
A dor do acordar consome
O cigarro da manhã adormece meu paladar.
Caminho infame, esperando a torura de um novo Sol.
E morrer por alguns momentos anestesiados
Para despertar num suspiro, numa fadiga
Para a nova faceta do pesadelo da realidade.
Fitar o céu cinza da manhã
A dor do acordar consome
O cigarro da manhã adormece meu paladar.
Caminho infame, esperando a torura de um novo Sol.
Morte Romântica
Eu gostaria de morrer
Neste exato momento
Para que o amor que sinto por você
Não fosse atingido pelas dores
[Do destino
Gostaria de morrer contigo
E levar-te junto a mim
A minha infame-soturna tumba
E descansar pela eternidade
[Junto de ti
Pois um amor vivido
É um amor que tende a torturar
Que tende a se acabar.
E um amor assassinado, suicida
Conclui-se em plenitude
Na glória de um momento.
Neste exato momento
Para que o amor que sinto por você
Não fosse atingido pelas dores
[Do destino
Gostaria de morrer contigo
E levar-te junto a mim
A minha infame-soturna tumba
E descansar pela eternidade
[Junto de ti
Pois um amor vivido
É um amor que tende a torturar
Que tende a se acabar.
E um amor assassinado, suicida
Conclui-se em plenitude
Na glória de um momento.
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