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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Amanhecer

Deitar-me, sem sono, sem sonho
E morrer por alguns momentos anestesiados
Para despertar num suspiro, numa fadiga
Para a nova faceta do pesadelo da realidade.

Fitar o céu cinza da manhã
A dor do acordar consome
O cigarro da manhã adormece meu paladar.
Caminho infame, esperando a torura de um novo Sol.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Observação Dialética

Ilusões onipresentes na existência
Pois é inconstante o identificar
Das falsas verdades perante a peculiar realidade.
Afinal, uma falsa verdade
Não deixa de ser uma verdade.

Que sejamos bons omissores
E não mentirosos.
Pois a mentira reflete o algo falso,
A omissão é apenas estratégica.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Crescer

Tão simples e sutil
Inocente e sóbria.
Tão ingênua e alegre
Como o sentimento em si.

Uma jovem criança
Entrando em conflito
Com a vil realidade
E perdendo a inocência...

Em sua teimosia infantil
Em sua obstinação jovial
Em suas decepções torturadas.

O reflexo de uma criança morta
Do nascer de um adulto dilacerado
Crescer é sofrer.