O que farei agora? Depois de tanto tempo perdido, junto de ti me encontrei, em tamanha harmonia, livre do cotidiano azeviche que o destino e eu mesmo havíamos proporcionado a mim.
Uma metáfora um tanto clichê, dizer que tu colocaste cor em meu mundo preto-e-branco, mas de fato, é verdade. Como se toda decadência perdesse o sentido e a vivência de um “bon vivan” se tornasse algo relevante diante dos olhos lastimáveis de uma existência de dor e empatia. Como se valesse a pena preservar sua carcaça pútrida e dilacerada somente para passar mais tempo ao teu lado.
Apenas seguir em frente em solidão é o que resta. Seguir diante do caminho da escuridão soturna que foi me proporcionada e criada por mim. Talvez faça parte de meu caráter destruir minhas próprias esperanças. Talvez haja necessidade da existência da dor e da tristeza proporcionada por minha solidão. Não existe um estereótipo de realidade agradável, pois toda alegria demonstra seu preço, cedo ou tarde.
Seguirei então, no caminho da escuridão, pela lástima e pela dor. Pela crueldade da existência vazia do ser humano decadente. Existirei e viverei, morrerei mais uma vez e mais outras. Direi que nada mais vale a pena e que a vida é bela.
Seguirei, direi e gritarei as agonias e alegrias da filosofia de vida que escolhi, apenas. Talvez um dia haja esperança.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Existência
Podemos significar tanto.
Podemos ser um interesse,
Ser importantes e inerentes.
Ser irrelevantes e insignificantes.
Que seremos lembrados por quem somos
Ou pelo o que fizemos.
Que seremos esquecidos em velhas páginas
Que esqueceremos vários momentos
Como este.
Que alguns passam pela vida
E que outros a vivem.
Que existem mortos que ainda vivem
E vivos que já estão mortos,
Apenas existem.
Como o Sol que nasce pela manhã
E se põe ao anoitecer.
Como estrelas que morrem
E ainda iluminam a noite.
Como lágrimas derramadas.
Como gritos que ecoam.
Podemos ser um interesse,
Ser importantes e inerentes.
Ser irrelevantes e insignificantes.
Que seremos lembrados por quem somos
Ou pelo o que fizemos.
Que seremos esquecidos em velhas páginas
Que esqueceremos vários momentos
Como este.
Que alguns passam pela vida
E que outros a vivem.
Que existem mortos que ainda vivem
E vivos que já estão mortos,
Apenas existem.
Como o Sol que nasce pela manhã
E se põe ao anoitecer.
Como estrelas que morrem
E ainda iluminam a noite.
Como lágrimas derramadas.
Como gritos que ecoam.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Paz
As bestas atordoantes que dilaceraram meu ser
Hoje dormem absortas, em meu interno agoniado
Como se uma paz insólita fosse decretada
Como um minúsculo intervalo no homúnculo que sou.
Paz insólita, repressiva, depressiva
A paz em si não satisfaz a nenhum ser
Uma dinâmica é necessária
Para manter a sensação viva.
O conflito é necessário, simplório que for
A ausência do mesmo expõe as cicatrizes e feridas
A paz e o vazio caminham de mãos dadas em agonia
O conflito necessário, saudosa anestesia.
Hoje dormem absortas, em meu interno agoniado
Como se uma paz insólita fosse decretada
Como um minúsculo intervalo no homúnculo que sou.
Paz insólita, repressiva, depressiva
A paz em si não satisfaz a nenhum ser
Uma dinâmica é necessária
Para manter a sensação viva.
O conflito é necessário, simplório que for
A ausência do mesmo expõe as cicatrizes e feridas
A paz e o vazio caminham de mãos dadas em agonia
O conflito necessário, saudosa anestesia.
O Afogar
Submergir lentamente nestas águas frias
As bolhas sobem rapidamente
Em uma sinfônica melodia
Expressando a agonia do ser
A vida passa pelos olhos
Na velocidade improvável diante da submersão
Lembranças insurgem rapidamente
Enquanto seus pulmões se enchem de fluído
As bolhas já não entoam tal melodia
A carcaça submerge na escuridão profunda
Já não se debate, já não reage
Uma desistência em desesperança
A correnteza a leva para longe
Irrelutante, sem vida
As bolhas sobem rapidamente
Em uma sinfônica melodia
Expressando a agonia do ser
A vida passa pelos olhos
Na velocidade improvável diante da submersão
Lembranças insurgem rapidamente
Enquanto seus pulmões se enchem de fluído
As bolhas já não entoam tal melodia
A carcaça submerge na escuridão profunda
Já não se debate, já não reage
Uma desistência em desesperança
A correnteza a leva para longe
Irrelutante, sem vida
Qualificações:
agonia,
morte,
sofrimento,
soneto
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Dor
Eu queria concentrar
Toda minha complexa dor
Em uma simples solução
Para ser inalada, bebida
Para ser a bebida dos melancólicos.
Dor que dissolve ilusões
Que esvai esperanças
Que me joga sem freios
Contra o muro da realidade.
Dor cotidiana, mundana
Que me faz poeta sofredor.
E por ser, poeta dilacerado
Vítima de minhas vontades e pecados
Ser quem eu quiser na poesia.
Dor subversiva, debaixo dos panos
Do que está na aparência, na superfície
Que motiva e desmotiva minha motivação
Que cria as personagens de minha
Realidade fragmentada
Dor minha, preciosa
Como um solene carrasco
Ao decapitar minha lucidez
Para que minha visão poética
Não seja prejudicada.
Dor longínqua, do passado em sua plenitude
Do presente em sua solitude
Forjando a ausência
Da ilusão de um futuro cândido.
Dor impura, sinestesia de sentidos
De tato agonizante
De paladar amargo
De visão depreciativa
De audição atordoante
De faro ácido e nauseante.
Dor que punge meu ser
Minha sublime queda
Dor de tantas faces
Miseráveis e epifânicas.
Já não existe definição
Existe um gosto pela miséria
Gosto fino e incompreensível
Deleite de um gosto divino.
Toda minha complexa dor
Em uma simples solução
Para ser inalada, bebida
Para ser a bebida dos melancólicos.
Dor que dissolve ilusões
Que esvai esperanças
Que me joga sem freios
Contra o muro da realidade.
Dor cotidiana, mundana
Que me faz poeta sofredor.
E por ser, poeta dilacerado
Vítima de minhas vontades e pecados
Ser quem eu quiser na poesia.
Dor subversiva, debaixo dos panos
Do que está na aparência, na superfície
Que motiva e desmotiva minha motivação
Que cria as personagens de minha
Realidade fragmentada
Dor minha, preciosa
Como um solene carrasco
Ao decapitar minha lucidez
Para que minha visão poética
Não seja prejudicada.
Dor longínqua, do passado em sua plenitude
Do presente em sua solitude
Forjando a ausência
Da ilusão de um futuro cândido.
Dor impura, sinestesia de sentidos
De tato agonizante
De paladar amargo
De visão depreciativa
De audição atordoante
De faro ácido e nauseante.
Dor que punge meu ser
Minha sublime queda
Dor de tantas faces
Miseráveis e epifânicas.
Já não existe definição
Existe um gosto pela miséria
Gosto fino e incompreensível
Deleite de um gosto divino.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Anestesia
Sinto meu corpo adormecer
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Retirando-se em miséria
Como soldados que correm
Da derrota eminente
Sinto o esvair da dor
E de todo sentimento.
O ácido que corrói minhas entranhas
Não punge minha existência.
E quantas lâminas que
Transcenderam meu peito.
Que enferrujaram, fixaram-se.
Sua infecção não deturpa meu ser.
Diante das chamas tépidas
De todos romances incendiários,
Cicatrizes dolorosas
Não agoniam minha psique.
Anestesiar-se, enfim
Não existe lástima ou dor
Não existe corpo ou alma
Não existe mente, nada.
Todas as lágrimas derrubadas
Inundaram o árido deserto.
Nasce uma miragem de alegria
E logo se desfaz o Oasis
E já não existe ilusão.
E já não existe vida.
E já não existe emoção
E já não existe nada.
Defeitos
Gostaria de dizer
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Mil palavras a você
Mas estas, não significariam nada.
Gostaria de entender
O simples por que
Desta ausência desvairada.
Gostaria de vomitar
Toda miscelânea
De sentimentos e tormentos.
Gostaria de pensar
Que tudo poderia acabar
Neste exato momento.
Pois a calúnia e as personagens insensatas
Estão exausta de serem vítimas
Da falsidade ideológica
Desta realidade fragmentada.
Pois a filosofia inalada
Do gás tóxico que dá
Gênese a égide
De máscaras podres, putrefatas
De rostos de crianças mortas
Que jazem nesta lápide.
Pois meus heróis estão mortos
E os monstros existem
Dentro de meu ser
Vorazes e absortos.
Pois o mito da esperança
A ilusão da expectativa
São frutos do conceito
De meros defeitos.
Qualificações:
desilusão,
dor,
ilusão,
pessimismo,
poesia
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