Das mortes as mais belas.
Das carícias as mais puras.
Do sangue os mais escuros.
Das noites as mais soturnas.
Pois um ser puro
Jamais seria relativamente
Interessante, ou nitidamente
Relevante e intrigante.
Pois uma noite clara
Possui muito pouco mistério,
Pouco terror e pouca agonia.
E uma carícia falsa
Não reflete sentido.
Apenas ilude a vítima,
Gera-se um ato inválido e onírico.
E o esvair da vida
Diante do corpo,
Da mente e do coração
Deve ser digno.
Da metragem corrida,
Da intensidade em vida
Sofrida pela alma
Em ponteiros de relógio em vão.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Devaneio-Enleio (Eólica Noturna)
Noite fria que me ilumina
Resvalando ventos límpidos.
Inodoras bênçãos
Que esfriam minha carne.
Doçura oportuna
Tão simples e inválida.
Tamanha graciosa ternura.
Minha inspiração sem precedentes.
Meu diálogo profundo e incompreensível
Com os ventos que banham,
Que atingem inconstantes
Esta bela morada.
Procuro apenas ser
Puro como o vento:
Sincero e espontâneo
Prazer oportuno
Ou desconforto súbito.
Observo o azeviche
Profundo deste belo céu
Sem estrelas, sem nuvens
Como em constante meditação.
E vejo em reflexo
Pedaços simples de vida
Fluindo na escuridão.
Vejo lágrimas e dentes
Em céu composto de emoção.
Vejo miséria e alegria
Dançando em plenitude.
Vejo dor e prazer
Igualando-se no nada.
Vejo tudo em meio
A plenitude do nada.
Pois somente este
Vazio por si só
Poderia ser completo em existência.
Vejo em enleio
Que somos apenas
Uma síntese de sentimentos
Que jamais será plena.
Resvalando ventos límpidos.
Inodoras bênçãos
Que esfriam minha carne.
Doçura oportuna
Tão simples e inválida.
Tamanha graciosa ternura.
Minha inspiração sem precedentes.
Meu diálogo profundo e incompreensível
Com os ventos que banham,
Que atingem inconstantes
Esta bela morada.
Procuro apenas ser
Puro como o vento:
Sincero e espontâneo
Prazer oportuno
Ou desconforto súbito.
Observo o azeviche
Profundo deste belo céu
Sem estrelas, sem nuvens
Como em constante meditação.
E vejo em reflexo
Pedaços simples de vida
Fluindo na escuridão.
Vejo lágrimas e dentes
Em céu composto de emoção.
Vejo miséria e alegria
Dançando em plenitude.
Vejo dor e prazer
Igualando-se no nada.
Vejo tudo em meio
A plenitude do nada.
Pois somente este
Vazio por si só
Poderia ser completo em existência.
Vejo em enleio
Que somos apenas
Uma síntese de sentimentos
Que jamais será plena.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Réquiem
Divino réquiem que me atrai
pela ignota voz dos restos mortais
Enterrados a sete palmos do chão
sem motivos, sem razão.
Á todos ossos e toda a carne pútrida,
que jazem nesse solo sem vida.
A tudo que viveu um dia
e hoje alimenta tal bela harmonia.
Dedico a vós, restos dos seres que caminharam
por esta terra maldita
Dedico a vós, os versos profanos dessa poesia
Em vossa homenagem dedico essa simples prosa.
E que esse réquiem faça que o dia não amanheça
para que a harmonia da neblina, da escuridão e da morte prevaleça.
pela ignota voz dos restos mortais
Enterrados a sete palmos do chão
sem motivos, sem razão.
Á todos ossos e toda a carne pútrida,
que jazem nesse solo sem vida.
A tudo que viveu um dia
e hoje alimenta tal bela harmonia.
Dedico a vós, restos dos seres que caminharam
por esta terra maldita
Dedico a vós, os versos profanos dessa poesia
Em vossa homenagem dedico essa simples prosa.
E que esse réquiem faça que o dia não amanheça
para que a harmonia da neblina, da escuridão e da morte prevaleça.
Olhar para o passado
Observar o passado olho para cima!
Eis o passado trágico perante a Lua divina!
De escuridão tão profunda, de beleza ignota.
Que sua imensidão difunda em mim, oh beleza morta.
Um sentimento de nostalgia e prazer em minha obra.
Difunda em mim a trágica saudade, oh beleza morta!
Para lembrar e dilacerar,
meu desgraçado ser em vão.
Observo-te em convexa visão,
e vejo, diante do passado, tamanha solidão.
Diante deste lamento, eis uma ode a ti.
Doce decadência que é sofrer em vão.
Minha dor se torna prazer,
por ti, beleza morta,
ressuscita memória do que um dia fui a ser.
Eis o passado trágico perante a Lua divina!
De escuridão tão profunda, de beleza ignota.
Que sua imensidão difunda em mim, oh beleza morta.
Um sentimento de nostalgia e prazer em minha obra.
Difunda em mim a trágica saudade, oh beleza morta!
Para lembrar e dilacerar,
meu desgraçado ser em vão.
Observo-te em convexa visão,
e vejo, diante do passado, tamanha solidão.
Diante deste lamento, eis uma ode a ti.
Doce decadência que é sofrer em vão.
Minha dor se torna prazer,
por ti, beleza morta,
ressuscita memória do que um dia fui a ser.
Qualificações:
melancolia,
noite,
nostalgia,
soneto,
tempo
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