Oh menina, oh menina
Em meu tépido peito enclausurada.
Oh menina, graciosa vítima
De minhas febris serenatas!
Oh menina que me esquentou,
Que em mim consolidou mais uma anacronia.
Agora tua ausência me esfria em nova alteridade,
Após a alvorada que se rompeu
[e o dia que mal começou.
Oh menina, oh menina!
Não minta, não diga
Que após colocar um alvo no peito
Não quer ser pelas flechadas atingida!
Oh menina, sorria!
Tu tens uma flecha no peito!
Deixe-o sangrar!
Deixe teu seio respirar!
Pois enquanto uns as arrancam,
Apavorados no mesmo medo,
Outros de coração oco
Clamam e suplicam pelo mesmo!
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terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Soneto da Vergonha Passada
E provoca-se em nostalgia
Através de momentos
Que desejara exasperadamente
Fazer evanescer de sua infame memória.
De retratos de faces imbecilizadas
Dando gênese à insegurança
E ao contestar de falas e atos.
O arrepender em desesperança.
Dá-se razão ao questionar
Do irracional impulso
Em expressar no atuar.
E responsabiliza-se no equívoco
Do lamentar e remoer
Do agir através do instinto
Através de momentos
Que desejara exasperadamente
Fazer evanescer de sua infame memória.
De retratos de faces imbecilizadas
Dando gênese à insegurança
E ao contestar de falas e atos.
O arrepender em desesperança.
Dá-se razão ao questionar
Do irracional impulso
Em expressar no atuar.
E responsabiliza-se no equívoco
Do lamentar e remoer
Do agir através do instinto
Qualificações:
impulsividade,
insegurança,
memória,
soneto,
vergonha
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