Alma de poeta não é coisa bela
Maravilha, beleza a se desfrutar pelo olhar.
Alma de poeta é coisa ferida,
Machucada, dilacerada,
Gotejante em sangue
Pelo verbo sentir.
Pois poeta que é poeta
Se entrega ao sentimento,
Rasga o coração
Sente a dor, a desilusão
Bater implacavelmente no peito.
São seres que se perdem
Nas margens e miragens da ilusão.
Esvaindo-se, admirando-se
Nas bocas da paixão.
E tantas, e tantas... E tantas
Lágrimas derramadas pelo chão.
Tantas agonias, tantas alegrias
Gritadas desesperadamente no papel...
Não, alma de poeta não é coisa bela não
Pois o que há de beleza escorrida
Em tal específico tipo
De intangível criatura perdida
Não é alma, não é o poeta,
É a poesia.
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domingo, 9 de janeiro de 2011
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Conceito Peculiar
Das facetas caóticas da realidade
A mais poética e ousada
É a constante insanidade
Do borbulhar de emoções.
De criação súbita e espontânea,
Força sedutora e persuasiva.
De gênero cruel e voraz
E doce sensação.
As emoções são drogas exóticas
Que tomamos sem querer,
Sem pensar e sem agir.
É a realidade do instinto da humanidade.
Doces sonhos e cruéis pesadelos
Tangíveis, em forma sólida.
Como uma carícia apaixonada,
Como um punhal encravado no peito...
Realidade transmutável
Que cativa nossos olhares.
Alegria à flor da pele
Em preço digno e justo.
A visão se compõe
Das lentes dramáticas
Nos trocar-de-óculos
De uma atordoante guinada.
Então me banho em interessante
[prazer
E deixo escorrer das cicatrizes
Doloridas, a morte tangível
A fluir sob minha carne.
Pois sou apenas um drogado,
Um viciado exagerado,
Compulsivo e inconstante.
Um drama em tragédia existencial.
Sou uma overdose emocional.
Deixo a substancia pulsar
Em minhas veias
Até mudar minha realidade.
Um louco como qualquer outro
Em mais uma realidade idiossincrática.
Apenas regulo e amplifico
Minha loucura em caixas de som.
A mais poética e ousada
É a constante insanidade
Do borbulhar de emoções.
De criação súbita e espontânea,
Força sedutora e persuasiva.
De gênero cruel e voraz
E doce sensação.
As emoções são drogas exóticas
Que tomamos sem querer,
Sem pensar e sem agir.
É a realidade do instinto da humanidade.
Doces sonhos e cruéis pesadelos
Tangíveis, em forma sólida.
Como uma carícia apaixonada,
Como um punhal encravado no peito...
Realidade transmutável
Que cativa nossos olhares.
Alegria à flor da pele
Em preço digno e justo.
A visão se compõe
Das lentes dramáticas
Nos trocar-de-óculos
De uma atordoante guinada.
Então me banho em interessante
[prazer
E deixo escorrer das cicatrizes
Doloridas, a morte tangível
A fluir sob minha carne.
Pois sou apenas um drogado,
Um viciado exagerado,
Compulsivo e inconstante.
Um drama em tragédia existencial.
Sou uma overdose emocional.
Deixo a substancia pulsar
Em minhas veias
Até mudar minha realidade.
Um louco como qualquer outro
Em mais uma realidade idiossincrática.
Apenas regulo e amplifico
Minha loucura em caixas de som.
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