Zaratustra está morto!
E hoje o céu chora.
Mas as coisas acabam,
E Zaratustra devia morrer,
Nós o matamos.
Damos adeus a ele em nossa ultima dança
Para dizer que o mundo é grande
E a espontaneidade é bela!
Damos adeus com belas oferendas,
Dança, suor, poesia
Músicas, poemas!
Parindo novíssimos artistas,
- Alias, melhor ainda -
Parindo belíssimas estrelas que brilham no céu da estrada.
Astros cada vez mais livres para flutuar sob o universo.
Flores de outono que cantam primavera.
Florescendo e morrendo
Na imensidão...
Pois o Sol se põe
Para brilhar na manhã.
E a Dança de Zaratustra brilhou
E brilha em nós!
"Pra que rimar amor e dor?"
Zaratustra voou
E deixou a Terra do Nunca mais colorida.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Solta!
Solte-me! Me solta!
Porque a vida é uma piada
Porque a vida é uma estrada
A se caminhar sem destino!
Porque a vida é uma esquina,
Uma guinada,
Uma delícia sem sentido!
SOLTA-ME! ME SOLTA!!!!
Porque o amor,
- meu amor, meu querido, minha querida -
O amor
É infinito!!!
Porque a vida é uma piada
Porque a vida é uma estrada
A se caminhar sem destino!
Porque a vida é uma esquina,
Uma guinada,
Uma delícia sem sentido!
SOLTA-ME! ME SOLTA!!!!
Porque o amor,
- meu amor, meu querido, minha querida -
O amor
É infinito!!!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Dragões em Flor
Nasce a primavera,
E depois do peso seco
E de todas as crateras,
O rio corre, caindo pela serra
Esta primavera parirá dragões em flor.
Florescerá torrencial em chamas belas
Com a potência de uma cachoeira
Que molda a pedra numa graça indolor.
Nascem nascentes serpentinas,
Correntes macias acariciam os braços dos rios...
E as pernas, e a nuca, os lábios e todos os fios de cabelo...
Correndo correntes, caminhando em direção ao infinito do mar.
Movem moinhos que se tornam hélices,
Que nos dão todo o direito, dever e devir,
De graciosamente flutuar
Diante das cores vivas
Diante das cores vivas
Diante de um Sol que respira em meus poros,
Olho o céu aberto. Olho: Céu aberto...
Flores em meu rosto, folhas e espinhos,
E vinhas, e vinhos em linhos tecendo ósculos.
Floresço em mim e em todas as flores do meu jardim.
Meus amores e amoras são rios que se encontram
No movimento desta corrente,
Metamorfoseando-se, mutantes,
Em direção ao mar.
Em direção ao infinito.
domingo, 15 de setembro de 2013
De Reneide à Carlota Carlotinha
Mulher forte e linda que me inspira
E me faz rir com a força do mundo.
Mulher malabarista,
Sincera e convicta ao jogar tudo pro ar.
Amo-te como as águas do mar de Lagoinha do Leste.
Como a poesia nas areias desertas.
Corro como um caderno inspirado voando para o mar
Com minhas pernas voadoras no meio da estrada.
Desejo-te tanta poesia que não cabe num soneto,
Tanta graça que não cabe num nariz de palhaço
E tanta audácia que não cabe num jogo de claves!
Desejo-te muita inspiração, muita criação e transformação
Pois o mundo é pouco,
Muito pouco para quem tem pernas para voar!
Eu te amo!
Dedicado à minha querida Carla Teixeira
E me faz rir com a força do mundo.
Mulher malabarista,
Sincera e convicta ao jogar tudo pro ar.
Amo-te como as águas do mar de Lagoinha do Leste.
Como a poesia nas areias desertas.
Corro como um caderno inspirado voando para o mar
Com minhas pernas voadoras no meio da estrada.
Desejo-te tanta poesia que não cabe num soneto,
Tanta graça que não cabe num nariz de palhaço
E tanta audácia que não cabe num jogo de claves!
Desejo-te muita inspiração, muita criação e transformação
Pois o mundo é pouco,
Muito pouco para quem tem pernas para voar!
Eu te amo!
Dedicado à minha querida Carla Teixeira
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
O Ultimo dos Moicanos
O Ultimo dos Moicanos, dos grandes guerreiros
Não é forte pelo braço, pelo machado.
É cheio de coragem, mas não para matar.
Coragem para fazer viver, para fazer sorrir.
O Ultimo dos Moicanos empunha uma caneta
Em defesa de sua arte celestial.
O Ultimo dos Moicanos é guerreiro-poesia,
É um grande poeta
Dançando ao redor da fogueira da vida!
Dedicado ao grande poeta moicano Cássio Oliveira José
Não é forte pelo braço, pelo machado.
É cheio de coragem, mas não para matar.
Coragem para fazer viver, para fazer sorrir.
O Ultimo dos Moicanos empunha uma caneta
Em defesa de sua arte celestial.
O Ultimo dos Moicanos é guerreiro-poesia,
É um grande poeta
Dançando ao redor da fogueira da vida!
Dedicado ao grande poeta moicano Cássio Oliveira José
A Distância do Mundo num Poema Curto
A grande distância entre eu você
Está em um simples "Oi!".
Num simples "E aê!".
Está em um simples "Oi!".
Num simples "E aê!".
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Meu Poema Caiu no Chão
Meu poema caiu no chão
Quando leu as manchetes dos jornais.
Caiu no chão quando ouviu os sussurros
Vindo das casas pau-à-pique, de pedra,
De madeira compensada, de papelão,
De sacos plástico, de telhas esburacadas...
Meu poema gritou de susto
Quando respirou gás lacrimogênio e ficou com o peito e olhos
em brasa,
Quando acertaram um tiro de borracha na cara
De uma jornalista
E viu um policial em chamas de molotov.
Meu poema urrou de agonia e medo
Quando Amarildo – assim como vários outros- sumiu
Na espuma da baba de cães raivosos com raiva
Encoleirado por sua tão pura higiene mental.
Meu poema vomitou várias e várias vezes
Após beber inúmeras garrafas de cachaça,
Conhaque, vodka e vinho barato;
E fumar inúmeros baseados,
E cheirar inúmeras carreiras de cocaína,
E mergulhar no ácido
E no tesão sintético.
Meu poema chorou
Quando caiu o nariz do palhaço
E a risada acabou.
Quando o malabarista derrubou seu chapéu
E as moedas tilintaram no asfalto.
Meu poema sentiu vergonha de si
Quando leu “Omissão” de Ferreira Gullar.
O meu poema pulou de alegria e esperança
Quando viu os universitários em greve
E o povo nas ruas gritando e clamando por
Justiça e dignidade.
Meu poema sangrou quando a mídia nos engoliu;
E quando nossos militantes foram detidos
E as toalhas, blusas, calcinhas e pertences de nossas
militantes
Foram gozadas.
Meu poema sangra cada aborto que mata uma mulher,
Cada estupro,
Cada violência sexual.
Sangra cada assalto e cada reintegração de posse.
Cada usuário de crack na Estação da Luz
E cada calafrio de uma criança em situação de rua
Descalça no asfalto da madrugada.
Sangra cada gay, travesti, transexual que é espancado,
Dentro e fora dos holofotes.
Meu poema sangra e grita,
Mas como dizia Gullar:
“A poesia é rara e não comove,
E não move o pau-de-arara”
Mas meu poema grita e sangra
Batendo dentro do peito
Como uma impiedosa alfaia.
Meu poema nada fora da raia
E não é o suficiente.
Mas meu canto e minha dança,
Meu corpo insaciável,
Ocupam o espaço.
Meu poema é amor, tesão
Ritmo e compasso.
Tentado transformar cada pedra de cascalho,
Em conchas de mar
Numa praia aonde
Qualquer um possa nadar.
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